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Sobe para 18.400 número de processos contra herbicida da Monsanto nos EUA

(Arquivo) Sede da Bayer em Leverkusen afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. julho 2019 - 18:38
(AFP)

O grupo químico e farmacêutico alemão Bayer viu subir para 18.400 o número de processos nos Estados Unidos contra o herbicida com glifosato de sua subsidiária Monsanto, suspeito de provocar câncer, um caso que compromete a integração do grupo americano, adquirido no ano passado.

Os 63 bilhões de dólares desembolsados em junho de 2018 tornavam esta associação a maior aposta da história da Bayer. Mas a empresa não contava com a avalanche de processos que caíram nestes últimos meses, com um valor final difícil de estimar.

A nova cifra atualizada em 11 de julho de 18.400 casos foi informada nesta terça. A anterior, do fim de abril, era de 13.400 processos. A Bayer recebeu até agora três condenações, para indenizar um ex-jardineiro, um aposentado e um casal de doentes de câncer.

Nos três casos julgados na Califórnia (oeste dos Estados Unidos), os júris estimaram que o uso reiterado do glifosato pode ter provocado o linfoma não Hodgkin (um tipo de câncer que afeta os linfócitos) dos demandantes, um ponto rebatido pela Bayer.

Além disso, sancionaram o "comportamento repreensível" da Monsanto por "entorpecer, desencorajar ou distorcer a pesquisa científica", quando os primeiros estudos realizados pelo grupo haviam "sugerido que o glifosato podia causar câncer".

- Acordo amistoso? -

As somas que a Bayer deverá pagar foram reduzidas por um juiz em segunda instância, passando de 289 a 78 milhões de dólares, de 80 a 25 milhões e de mais de 2 bilhões a 86,7 milhões.

Mas a Bayer pensa em apelar e questiona o próprio princípio de sua responsabilidade, insistindo há meses em que nenhum regulador no mundo confirmou o perigo do glifosato desde sua introdução no mercado, em meados dos anos 1970.

O Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIRC), um organismo da OMS, considerou em 2015 que o glifosato era "provavelmente cancerígeno". Trata-se de uma avaliação teórica do perigo do produto, e não do risco de exposição às doses atuais.

O inventor alemão da aspirina prometeu nesta terça "se comprometer ativamente" na mediação decidida no fim de maio por um juiz de San Francisco e confiada ao advogado Kenneth Roy Feinberg. Tal processo poderia terminar com um acordo amistoso, que os analistas já estão tentando avaliar.

Em junho, quando as ações da Bayer haviam caído 40% na bolsa em menos de um ano, o banco Berenberg defendia um acordo próximo a 1 milhão de dólares por demandante, o que levava a fatura a uma dezena de bilhões de euros.

Citado nesta terça pela agência alemã DPA, Markus Mayer do Baader Bank se inclina mais por uma faixa de entre 15 e 20 bilhões de euros. Outros analistas acreditam que a Bayer persistirá em uma longa e custosa batalha judicial, até chegar à Suprema Corte.

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