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WhatsApp quer compartilhar mais dados com o Facebook, preocupando usuários

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Este conteúdo foi publicado em 07. janeiro 2021 - 18:40
(AFP)

O popular aplicativo de mensagens WhatsApp foi criticado na quinta-feira (7) por pedir a seus 2 bilhões de usuários que aceitem novos termos de uso, que permitem compartilhar mais dados com sua empresa controladora, o Facebook.

Os usuários que se recusarem não poderão mais acessar suas contas a partir de 8 de fevereiro.

No Twitter, muitos usuários ficaram alarmados por terem dado seu consentimento sem ter lido as mudanças em detalhes.

O grupo pretende rentabilizar sua plataforma ao permitir que os anunciantes contactem seus clientes através do WhatsApp, ou mesmo vendam seus produtos diretamente no aplicativo, como já acontece na Índia.

"A atualização das políticas de confidencialidade é comum na indústria e estamos fornecendo aos usuários todas as informações necessárias para verificar as mudanças que entrarão em vigor em 8 de fevereiro", disse um porta-voz do grupo em comunicado transmitido à AFP.

Segundo a empresa, os dados que podem ser compartilhados entre o WhatsApp e o sistema de aplicativos do Facebook (incluindo Instagram e Messenger) incluem contatos e informações de perfil, exceto o conteúdo de mensagens.

Mas as novas condições diferem entre a União Europeia e o resto do mundo. No caso da UE e do Reino Unido, eles serão usados apenas para desenvolver as funcionalidades oferecidas às contas profissionais do WhatsApp Business, explicou a empresa à AFP.

"O WhatsApp não compartilha os dados de seus usuários na Europa com o Facebook para que o Facebook use esses dados para melhorar seus produtos ou anúncios", disse um porta-voz da plataforma.

Questionada pela AFP, a Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL), reguladora da internet francesa, lembrou que desde 2017 foi iniciada uma investigação sobre as consequências da compra do WhatsApp pelo Facebook por 22 bilhões de dólares em 2014, incluindo condições de transferência de dados.

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