Suíços descobrem novo teste da vaca louca
Cérebro, medula, baço e intestinos de bovinos são os órgãos de maior risco de transmisão do mal da vaca louca ao ser humano. Eles estão proibidos na preparação de qualquer produto alimentício na Suíça desde 1990 mas não havia como detectá-los na carne moída, salames, ligüíças ou salsichas.
A segurança alimentar vai ser reforçada na Suíça com a descoberta de um novo teste para detectar a presença de órgãos de maior risco na transmissão do mal da vaca louca ao ser humano.
Sabe-se que certas partes do boi são mais suscetíveis de transmitir a ESB (encefalia espogiforme bovina) ao ser humano. Trata-se do sistema nervoso central (cérebro e medula), baço e intestinos, principalmente. Essas partes do boi estão proibidas de comercialização na Suíça desde novembro de 1990.
Existem testes para os animais vivos e a carne crua mas descobriu-se recentemente que a proteína transmissora da ESB resiste ao cozimento e não havia como detectar a eventual presença desses órgãos em salames, lingüíças e salsichas.
A detecção, mesmo em mínimas quantidades agora é possível graças a um método desenvolvido pelo laboratório estadual de Vaud, oeste da Suíça. “Não se trata de detectar o prion transmissor da doença mas a presença de tecidos cuja comercialização está proibida”, afirma o químico estadual de Vaud, Bernard Klein.
Mais de 300 testes já foram feitos e os resultados foram negativos. Segundo Klein, mais de 20 laboratórios suíços têm condições de aplicar imediatamente o teste e serão informados. Ele se dispõe também a informar outros interessados no exterior.
A partir da próxima semana, os técnicos começarão a colher amostras em restaurantes do estado de Vaud para testes. O resultado sai no mesmo dia e cada teste custa entre 700 e 800 francos suíços (cerca de 400 dólares). O laboratório estadual tem verba para custear os testes.
Em caso de resultado positivo, os produtos serão imediatamete retirados do mercado e será aberto inquérito penal para apurar responsabilidades.
swissinfo com agências
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