“Fumar menos”, uma pesquisa pioneira.
Na Suíça, quem fuma pelo menos um maço de cigarros por dia, quer reduzir o consumo à metade e não queira parar de fumar em seis meses, pode participar da pesquisa “fumar menos”.
Dia 29 de fevereiro deste ano bissexto de 2000 foi proposto pela Divisão Federal Suíça de Saúde Pública (DFSP) como dia ideal para parar de fumar. Mas no país chama em particular a atenção um estudo consagrado aos fumantes inveterados que queiram reduzir a dependência da nicotina.
O estudo – lançado pelo Instituto Genebrino de de Medicina Social e Preventiva em colaboração com a DFSP – parte da constatação de que a maioria dos grandes fumantes não quer parar com o vício. Para eles deixar o cigarro seria um sacrifício grande demais. Abandonar essa verdadeira droga que é a nicotina implicaria ainda sofrimentos: ansiedade, depressão, desconcentração… Se eles conseguissem fumar menos seria uma vitória que lhes faria bem para a saúde e lhes daria confiança para talvez terem coragem de um dia abandonar por completo o cigarro.
Esta a percepção daqueles que lançaram esse estudo descrito nesta terça-feira em longo artigo no LE TEMPS, de Genebra. O jornal dá as dicas para os que queiram “se tornar um dos 860 voluntários”. Eles serão divididos em 3 grupos. O primeiro grupo receberá substitutos da nicotina, por exemplo em forma de chiclete; o segundo, receberá placebos, ou seja o mesmo tipo de “substituto” mas sem nicotina; e o terceiro nada receberá.
Será através de comparação, assinala o jornal, que se poderá “entender melhor como ajudar os fumantes a reduzirem o consumo.
Gabriel Barbosa
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