Governo defende energia nuclear
O governo suíço rejeitou duas propostas de fechar a médio prazo as 5 centrais nucleares do país. E não quer saber de limites à exploração de uma energia que atende a 40% da demanda nacional. Apresenta como justificativa o custo elevado e a dificuldade de reduzir o CO2 - dióxido de carbono - que produz o efeito estufa.
Na quarta-feira, 28/2, o governo suíço recusou 2 propostas anti-nucleares. Em seu projeto de lei não apenas procura manter as centrais existentes, como também construir outras. Assim, a decisão final ficará com o povo, quando as iniciativas forem submetidas a votação.
As duas iniciativas populares apresentadas em setembro de 1999 são mais ou menos radicais, exigindo abandono completo da produção de energia nuclear.
– A proposta “Moratória Plus” propõe que se prolongue por mais 10 anos a moratória aprovada pelo povo suíço em 1990, proibindo durante uma década a construção de novas centrais nucleares. E exige também modernização das centrais existentes.
– A iniciativa “Sair do Nuclear” propõe que se desativem 3 centrais (Beznau I e II e Mühleberg). As 2 outras (Gösgen e Leibstadt) deviam ser fechadas quando completassem 30 anos de funcionamento, ou seja em 2008 e 2014.
Segundo estudo realizado por um especialista, no ano passado, “Moratória Plus” custaria quase 18 bilhões de dólares, e “Sair do Nuclear” quase 25 bilhões.
O governo estima o custo muito alto para a economia, o que entravaria o desenvolvimento do país. Argumenta também que a produção de energia nuclear não gera C02, gases que provocam o efeito estufa e afetam a camada de ozônio que protege a Terra.
Num ponto o governo concorda com os anti-nucleares, ou seja sugerindo proibição de tratamento dos combustíveis radioativos. Mas serão mantidos contratos concluídos com usinas sobre essa questão.
Resta o problema da gestão do nuclear. O governo propõe estocagem subterrânea em profundidade. O depósito tornar-se-ia definitivo após longa fase de supervisão.
swissinfo com agências
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