Adiado processo contra 3 suíços na Guatemala
Um segundo processo contra 3 suíços, dois guatemaltecos e 1 alemão, acusados de tráfico de droga, foi iniciado na terça-feira na cidade de Izabal, foi adiado até segunda-feira, dia 31. Motivo apresentado: a ausência de 3 réus.
No primeiro julgamento em setembro de 1998, os 6 acusados receberam longas sentenças de prisão. O alemão Franz Joachim, o suíço Andreas Hänggi, diretor da Nestlé, receberam 12 anos, seu filho Nicolas e e o terceiro suíço, Silvio Giovanolli 20.
O guatemalteco Luiz Zebadua pegou 5 anos e seu compatriota Luis Solares foi libertado.
Depois de recurso, em abril de 1999, a Corte Suprema do país anulou o julgamento realizado 2 meses antes. O supremo constatou vicio processual no julgamento da primeira instância: não constavam do dossier os depoimentos das principais testemunhas.
Andreas Hänggi, Joachim e Zebadua foram então libertados. Nicolas Hänggi e Giovanolli tiveram suas penas reduzidas a 5 e 3 anos de cárcere, respectivamente.
Imediatamente o ex-diretor da Nestlé deixou a Guatemala e foi morar na Argentina. Franz Joachim também saiu logo da Guatemala.
Vale lembrar que todos foram acusados de envolvimento na tentativa de contrabandear 14 kg de cocaína com destino à Europa.
Enquanto isso, Nicolas Hänggi e Silvio Giovanolli continuam clamando inocência.
Resta que o caso continua a ter muita repercussão na Suíça, justamente pelo fato de Andreas Hänggi ser diretor da Nestlé. A Guatemala lançou mandato internacional de prisão contra ele.
swissinfo com agências.
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