Bancos rejeitam acusação de lentidão no caso de contas inativas.
Bancos suíços rebatem acusações de que seja lento o processo de restituição de contas inativas de vítimas do nazismo. Acusações feitas pelo presidente da Comissão que investigou essas contas e pelo sub-secretário de Estado americano, Stuart Eizenstat.
A denúncia de Paul Volcker, presidente da Comissão que investigou o caso – identificando mais de 50 mil contas que podem estar ligadas a vítimas do nazismo – bem como a do sub-secretário de Estado, Stuart Eizenstat, foram apresentadas na Comissão Bancária da Câmara dos Representantes, em Washington.
Os bancos suíços rejeitaram a acusação, achando que se trate de simples pressão para acelerar o processo. Garantem que tudo corre como previsto na Comissão Federal dos Bancos, CFB, que ao ser publicado o Relatório Volcker, há 2 meses, prometeu decisão para o primeiro trimestre deste ano. O presidente da CFB, Kurt Hauri, disse que uma decisão será tomada até fim de março.
A Comissão Federal suíça dos Bancos deve pronunciar-se sobre a criação de um banco central de dados reunindo todas as informações dispersas sobre este caso. Por outro lado, a CBF aguarda recomendações de um tribunal arbitral para as contas inativas, depois que ele examinar novos pedidos de pessoas que também teriam direito de receber.
Segundo um membro do tribunal, (Luc Thévenoz, professor universitário) compete à Comissão decidir se publica ou não essa nova lista de pretendentes. Thévenoz estima que não há lentidão alguma no processo. “É o procedimento que é longo”. (gb)
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