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Blatter rebate acusações de corrupção

Blatter e os demais dirigentes da Fifa: primeiro eleição, depois futebol Keystone

O presidente da Fifa, o suíço Sepp Blatter, qualificou de "absurdas" as acusações de corrupção que seus adversários fazem contra ele às vésperas da eleição. Seus adversários reiteraram as acusações.

A briga pelo poder na Fifa, entidade máxima do futebol, está mais acirrada do que nunca. De golpe em golpe, de acusação em acusação, os dirigentes do futebol mundial batalham pelos seus interesses pessoais e sequer falam da Copa que vai começar dia 30.

É que antes da Copa, há o Congresso em que as 204 federações nacionais afiliadas à Fifa, vão eleger o presidente da entidade. A eleição será dia 29 e até lá o negócio é angariar votos. O futebol fica para depois.

Detalhes

Terça-feira, o suíço Sepp Blatter, candidato à reeleição, contra-atacou. “Rejeito todas as acusações de que tenha escondido dossiês e as acusações de corrupção são absurdas”, afirmou à imprensa estrangeira na sede da Fifa, em Zurique.

Blatter referia-se à queixa por corrupção e gestão desleal apresentada contra ele, sexta-feira, na justiça suíça, por 11 dos 24 membros do comitê executivo da Fifa. Os dirigentes que sempre exigiram que clubes e federações recorressem à justiça desportiva, ignoram a regra quando defendem seus próprios interesses.

O atual presidente disse que os 100 mil francos suíços pagos a um membro do Comitê Executivo da Fifa foi “por serviços prestados”. Disse também que a soma paga a um árbitro africano “saiu de uma de suas contas pessoais”. São detalhes.

Os rumores contra Blatter começaram há meses mas a situação se complicou em meados de abril quando o próprio secretário geral da Fifa, o também suíço Michel Zen-Ruffinen, denunciou o “sistema Blatter”, de transações financeiras que violam os estatututos, segundo ele. Depois disso, foi demitido por um comitê de urgência da Fifa.

Briga antiga

A briga, que não data de hoje, tem razões pessoais e contextuais. Lennart Johansson, presidente da poderosa UEFA que comanda o futebol europeu e vice-presidente da Fifa, perdeu a eleição para Blatter.

Agora vinga-se apoiando Issa Hayatou para a eleição contra Blatter. Hayatou, que também é vice-presidente da Fifa, manda no futebol africano desde 1988, presidindo a Confederação Africana de Futebol (CAF).

A razão contextual é que Blatter, como seu predecessor João Havelange, defende a globalização do futebol. Essa visão expansionista tem o apoio dos múltiplos setores da iniciativa privada ligados ao futebol mas implica descentralizar também a Copa do Mundo.

Isso coloca em questão a prática e os interesses que querem realizar a Copa na Europa, pelo menos de 8 em 8 anos.

swissinfo/Claudinê Gonçalves

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