Suíços ficam presos no Oriente Médio após escalada militar e fechamento do espaço aéreo
Com o fechamento do espaço aéreo após ataques entre Irã, Israel e Estados Unidos, milhares de cidadãos da Suíça aguardam uma solução para voltar para casa enquanto cresce o temor de um conflito regional.
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Como diversos países fecharam seus espaços aéreos, o Ministério das Relações Exteriores da Suíça informou à imprensa que ainda não encontrou uma solução concreta para auxiliar os viajantes retidos. A pasta mantém contato com a companhia aérea SWISS e com as células de crise de países parceiros para avaliar alternativas, afirmou Marianne Jenni, principal responsável consular do ministério, em entrevista coletiva nesta segunda-feira.
“Espero que os viajantes suíços possam retornar em voos comerciais assim que o espaço aéreo for reaberto”, disse.
Cerca de 4.000 pessoas da Suíça estão registradas como retidas na região no aplicativo Travel Admin, do ministério, que acompanha viajantes que necessitam de apoio. A grande maioria está nos Emirados Árabes Unidos. Até o momento, o ministério não tem informações sobre cidadãos suíços entre as vítimas da escalada da crise no Oriente Médio.
Mais de 1.000 pessoas entraram em contato com a central de atendimento criada pelo ministério desde que a situação na região se agravou, no sábado.
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Cenário semelhante ao do Iraque
O ministro das Relações Exteriores, Ignazio Cassis, ao falar à margem de um evento no oeste da Suíça, manifestou as condolências do governo às vítimas dos ataques e contra-ataques na região.
Cassis afirmou temer que esteja prestes a se repetir uma situação semelhante à do Iraque, há 30 anos. “Não acredito que uma ação militar possa colocar tudo em ordem”, declarou, poucos dias depois de conversas entre Washington e Teerã realizadas em Genebra.
Segundo o ministro, houve avanços nessas discussões, mas eles não satisfizeram os Estados Unidos, que decidiram realizar uma operação contra o Irã.
O ataque, conduzido em conjunto com Israel na noite de sábado, resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. O Irã reagiu lançando ataques contra a maioria das monarquias do Golfo, o que elevou o temor de um conflito de grandes proporções na região.
Adaptação: Fernando Hirschy
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