Lavagem de dinheiro fica mais difícil
A partir de 1° de abril, a lei sobre a lavagem de dinheiro (LBA), que ja vigora para os bancos, será extendida ao setor parabancário. Advogados, corretoras e financiadoras, por exemplo, serão obrigados a denunciar clientes e operações suspeitas.
A partir de 1° de abril a luta contra a lavagem de dinheiro será reforçada na Suíça. Em vigor há dois anos, a lei contra a lavagem de dinheiro (LBA) era aplicada somente aos bancos e agora é extendida a todo o setor financeiro profissional ou ocasional. Isso inclui administradores de fortuna e operações de câmbio.
O dinheiro é considerado sujo quando provém de qualquer atividade ilícita, incluindo corrupção. As três principais obrigações legais são: identificar todo e qualquer cliente e observar a legalidade e regularidade das transações; denunciar as operações suspeitas e bloquear as contas; aderir a uma instância de controle e tomar medidas internas para evitar operações de lavagem de dinheiro. Nos casos mais graves, os infratores podem pegar até 5 anos de prisão e multa de 1 milhão de francos suíços.
Segundo a polícia federal, 85 p/cento das denúncias de operações suspeitas provém dos bancos. Só este ano já foram feitas mais de 100 denúncias num total de 300 milhões de francos suíços.
Ao lutar contra o crime organizado e a corrupção, a Suíça defende a imagem e a reputação de seu setor financeiro. “Aceitar dinheiro ruim pode colocar nosso negócio em perigo”, afirma o diretor de um grande banco suíço.
Claudinê Gonçalves
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