Milhões da corrupção devolvidos ao México e Nigéria
72 milhões de dólares em verbas públicas desviadas foram devolvidos recentemente pela justiça suíça às autoridades mexicanas e nigerianas. Foram 6 milhões para o México e 66 milhões para a Nigéria. As cifras foram confirmadas pela Procuradoria de Genebra.
Os 6 milhões de dólares devolvidos pela Suíça ao México estavam bloqueados em contas bancárias em Genebra. Foi dinheiro público desviado pelo tesoureiro do estado de Nuevo León, Xavier Doria Gonzáles.
Revelado o escândalo ele foi preso em Monterrey, em julho do ano passado, e o inquérito apurou o desvio de 19 milhões de dólares de verbas públicas. Para negociar sua liberdade condicional, Gonzáles revelou onde havia depositado o dinheiro e os 6 milhões de dólares foram encontrados em Genebra.
A pedido das autoridades mexicanas, as contas foram bloqueadas e o dinheiro foi devolvido ao México quarta-feira, 21 de julho. A informação foi confirmada ao correspondente de Swissinfo, Enrique Dietiker, pelo Procurador geral de Genebra, Bernard Bertossa, e pelas autoridades mexicanas.
Quanto à Nigéria, trata-se de um dos casis mais graves já ocorridos na Suíça. O atual presidente Olusegun Obasanjo, eleito democraticante, afirma que seu antecessor, o general Sani Abacha, pilhou o país em 3 bilhões de dólares durante os 5 anos de ditadura. O regime acabou com a morte de Abacha, por infarto, em junho de 1998.
Após a morte de Abacha, a justiça nigeriana pediu colaboração judiciária a varios países, entre eles a Suíça, para reaver o dinheiro desviado. Em bancos de Genebra, foram encontrados mais de 700 milhões de dólares. 66 milhões foram devolvidos esta semana e 529 milhões continuam bloqueados na Suíça.
Em Luxemburgo, já foram encontradas contas de Abacha no valor de US 600 milhões e, segundo o governo nigeriano, o ex-ditador também tinha contas na Bélgica, Grã-Bretanha, França e Alemanha.
Swuissinfo com agências.
Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.