Sete países testam vacina contra aids
Sete países, incluindo a Suíça, vão realizar teste contra a aids em uma centena de aidéticos. O objetivo é reforçar o mecanismo de defesa dos soropositivos para que possam suspender aplicação de coquetel de remédios contra a doença.
O teste inclui, além da Suíça, a França, Grã-Bretanha, Itália, Suécia, Canadá e Austrália. Na Suíça a vacina será aplicada em 18 enfermos de 4 hospitais (Genebra, Zurique, Basiléia e St-Gallen).
O programa visa suspender o tratamento que consiste em utilização de 3 ou 4 medicamentos simultâneos – triteparia ou quadriterapia. Os primeiros resultados são esperados após 9 meses de tratamento.
Segundo Dr Luc Perrin, virologista dos Hospitais Cantonais Universitários de Genebra, os testes beneficiarão pacientes atingidos há 2 anos por infecção HIV aguda e que foram tratados com triterapia nos últimos 18 meses.
Essas pessoas irão receber várias doses de vacina por seis meses, quando então se suspende o tratamento para observar as conseqüências no doente. A vacina deve permitir reforço do sistema de defesa dos soropositivos de maneira que possam eliminar o vírus HIV ou diminuir fortemente a propagação do mesmo.
Dr Perrin lembra que as tri ou quadriterapias “são geralmente muito duras e de efeitos secundários importantes”, sendo que os custos se elevam, anualmente, de 10 mil a 20 mil francos (6 a 12 mil dólares). “Uma vacina, realça, tem a vantagem de custar algumas centenas de francos”.
Quanto ao custo desse programa internacional de vacinação, batizado de “Quest”, ele oscila em torno de 15 milhões de dólares. Foi elaborado pelo gigante farmacêutico britânico Glaxo Welcome e teve apoio financeiro de Roche, multinacional suíça sediada em Basiléia.
swissinfo com agências.
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