Suíça mantém pressão sobre Pinochet
A Suíça continua na fila para a extradição do general Augusto Pinochet, apesar da extradição para a Espanha ter sido autorizada. A Espanha tinha preferência na extradição mas a Suíça mantém o pedido feito no ano passado por rapto, seqüestro e assassinato.
Desde o ano ano passado, está aberto um inquérito contra Pinochet em Genebra, por rapto, seqüestro e assassinato de um cidadão suíço em 1977. Esses crimes não têm prescrição, segundo o Código Penal suíço.
No ano passado, depois da detenção de Pinochet em Londres, a família do suíço Alexis Jaccard deu queixa na Justiça, em Genebra, daí a abertura do inquérito e o pedido de extradição encaminhado à Justiça britânica em outubro de 98.
Jaccard tinha dupla nacionalidade, chilena e suíça, e foi seqüestrado em Buenos Aires em maio de 77.
Depois disso ele desapareceu mas, segundo testemunhas e as circunstâncias de seu seqüestro, teria sido vítima da operação “Condor”, em que principalmente militares argentinos e chilenos trabalhavam conjuntamente na repressão política.
A Espanha tinha prioridade para a extradição de Pinochet porque a solicitou antes, mas o pedido da Suíça serviu para manter a pressão sobre Pinochet.
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