Suíços de fora querem aprovação de acordos com UE
Representantes de meio milhão de suíços residentes do exterior lançaram "vibrante apelo" para que o povo aprove acordos bilaterais entre a Suíça e a União Européia. São 7 acordos destinados a facilitar livre circulação de pessoas, mercadorias e serviços.
A Organização dos Suíços do Estrangeiro – OSE – através de seu presidente, o ex-deputado radical Georg Stucky (foto), apóia com firmeza os acordos bilaterais. Em particular o que deverá permitir livre circulação de pessoas, facilitando a vida dos suíços que residem nos 15 países, ou seja dois terços dos suíços expatriados. Os acordos serão votados dia 21 de maio.
Atualmente mesmo para fazer turismo na União Européia, os suíços – cercados por todos os lados de países da União – são tratados como os cidadãos de outras partes do mundo, devendo enfrentar filas com africanos, asiáticos e latino-americanos. Muitos estimam merecer melhor consideração.
Por outro lado, devem enfrentar a burocracia e muitas exigências para conseguir emprego ou simplesmente tirar uma carteira de residência nos 15 países do grupo. Os suíços, adultos ou jovens estudantes sentem-se discriminados por não disporem das mesmas regalias que os europeus dos países membros da União…
Estes são apenas exemplos de dificuldades enfrentadas pela Suíça nas suas relações bilaterais. Há outros, como no setor dos transportes e trabalhos públicos.
“A aprovação dos acordos colocaria os suíços do estrangeiro em pé de igualdade” realçou a presidente da organização dos suíços da Alemanha, Elisabeth Michel. Daí o “vibrante” apelo ao povo suíço para que endosse os acordos que significam mais liberdade, mais mobilidade e menos exigências administrativas consideradas irritantes.
Mas há também uma contrapartida a esses acordos. Por exemplo, a livre circulação de pessoas deverá também facilitar a vida dos estrangeiros da União Européia na Suíça. E o acordo sobre transportes traz inconvenientes, como a passagem facilitada de jamantas de 40 toneladas pela Suíça.
Além disso, partido de direita na Suíça vê esses acordos como uma primeira etapa rumo a uma adesão à União Européia, o que rejeita.
A Suíça tem 7 milhões de habitantes. Cerca de 10 por cento vive fora do país.
J.Gabriel Barbosa
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