Supremo mantém bloqueadas contas de milionário russo
O Tribunal Federal suíço, mais alta instância do Judiciário, rejeitou recurso do empresário e ex-deputado russo Boris Berezowiski. Através de contas na Suíça, ele teria usado duas empresas para desviar verbas da companhia aérea Aeroflot.
As somas exatas envolvidas não são conhecidas mas fontes judiciais confirmam que são centenas de milhões de dólares. Através de duas empresas de Lausanne, oeste da Suíça, Berezowiski teria desviado as somas pagas por companhias aéreas estrangeiras pela utilização do espaço aéreo russo.
Normalmente, esses pagamentos deveriam ser feitos à companhia russa Aeroflot, na época dirigida por Berezowiski, mas foram depositas em contas bancárias em seu nome, principalmente no UBS de Lausanne.
Berezowiski está sendo investigado pela justiça russa e renunciou recentemente a seu mandato de deputado federal, em Moscou. No recurso ao Supremo suíço, ele pedia que suas contas fossem bloqueadas porque o envio de documentos bancários à Russia seria “muito arriscado” para ele.
Na apreciação do Supremo, os juizes afirmaram “parecer difícil admitir que Berezowiski possa seriamente ser hostilizado pelo regime” de seu país.
A decisão do Supremo permitirá justamente o envio da documentação bancária sobre essas transações da Aeroflot aos juizes russos que investigam Berezowiski.
Swissinfo com agências.
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