Fintech e maconha levam o número de start-ups suíças a um patamar recorde

O ano de 2017 registrou um número recorde de empresas criadas na Suíça, muitas delas centradas na chamada região do "cripto-vale", de acordo com a plataforma Startups.ch.

Este conteúdo foi publicado em 04. janeiro 2018 - 11:45
swissinfo.ch com agências
Louca para surfar a onda digital, a Suíça atrai uma grande variedade de novas empresas de tecnologia financeira ('fintech') Keystone


Cerca de 43.416 empresas foram criadas, disse o site de informações e assessoria, um aumento de 5% em relação a 2016 e um recorde absoluto na Suíça.

O cantão de Zug, no coração do chamado cripto-vale da Suíça, foi um dos principais beneficiários, com um aumento de quase 20% no número de empresas lá registradas em 2017.

A baixa taxa de impostos em Zug já é tradicionalmente um atrativo para os negócios. Mas grande parte do interesse atual é também a inovação nos campos de tecnologia "blockchain" e de criptografia.

"Zug ficou célebre neste setor ao, por exemplo, aceitar pagamentos de impostos em bitcoin", disse o diretor da Startups.ch Michele Blasucci.

Outro fator a colaborar com esse crescimento foi a nascente indústria da cannabis legal, que floresceu em todo o país ao longo do ano. "Cada semana, registramos duas a três novas empresas que trabalham com produtos CBD [cannabidiol]", disse Blasucci.

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Outras áreas que viram um crescimento significativo na criação de negócios foram os cantões de Aargau e Zurique no norte, bem como a região alpina do Valais. O cantão de língua italiana do Ticino observou uma queda de 7,5%, algo que Blasucci atribui ao intercâmbio de informações fiscais que estão inibindo negócios transfronteiriços.

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