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Custos de segurança do WEF crescem enquanto os riscos do terror aumentam

Polícia e forças armadas na Suíça são responsáveis pela segurança dos participantes do WEF. Keystone

A ameaça crescente de ataques terroristas faz explodir os custos para o policiamento durante o Fórum Econômico Mundial em Davos (WEF) de nove milhões de francos (US$ 8,9 milhões). O valor está um milhão de francos acima do orçamento planejado, como explica a polícia do cantão dos Grisões, responsável pela segurança do evento.

Esse ano, aproximadamente três mil pessoas estão credenciadas para participar do evento, incluindo o presidente chinês Xi Jinping. O recente ataque terrorista ao mercado natalino de Berlim mostrou ainda mais claramente os riscos, como afirmou o chefe cantonal de polícia, Walter Schlegel, durante a coletiva de imprensa ocorrida na segunda-feira, um dia antes do início do WEF.

Dos participantes, cem deles seriam considerados “VIPs” como chefes de Estados e membros da realeza. Eles chegam em Davos e terão proteção especial, ressalta Schlegel. Forças policiais foram requisitadas de outros cantões e também de Liechtenstein, país vizinho à Suíça. O chefe de polícia não quis dizer, porém, o número exato de policiais que estarão em ação durante a semana.

O Exército suíço emprega 4.736 soldados no WEF, afirmou o general Jean-Marc Halter, encarregado da segurança militar durante o evento. Dentre as suas principais missões: vigilância do espaço aéreo e escoltar de VIPs a Davos.

O custo anual de 28 milhões de francos da segurança militar é coberto pelo ministério da Defesa, que fixou um limite máximo de cinco mil soldados. Esse número manteve-se constante durante os anos passados, enquanto o custo do policiamento teve um aumento considerável.

Eles são divididos entre o cantão dos Grisões (2 milhões de francos), o município de Davos (900 mil), Klosters (100 mil), o governo federal suíço (3 milhões) e o próprio WEF (2 milhões). O governo suíço prometeu um adicional de 750 mil francos para os encontros realizados entre 2016 e 2018 caso o orçamento de 8 milhões estoure.

Adicionalmente, o governo também irá cobrir 80% dos custos de proteção dos VIPs caso ocorre um incidente (como um ataque terrorista ou tentativa de assassinato).

Porém o WEF dá também um considerável retorno à Suíça: só entre julho de 2015 e junho de 2016, a organização não-lucrativa teve um volume de negócios de 228 milhões de francos e um superávit de 1,2 milhões.

Um estudo da Universidade de St. Gallen, (a pedido do WEF) estimou que o Fórum Econômico Mundial gera 50 milhões de francos em negócios para Davos e suas cercanias, além de 79 milhões de francos para o resto da Suíça. 

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