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Protesto contra OMC termina em tumulto em Genebra

Carros incendiados durante protesto contra a OMC em Genebra.

(Keystone)

Uma passeata contra a Organização Mundial do Comércio (OMC) foi interrompida neste sábado (28/11), em Genebra, depois que ativistas do chamado "bloco negro" quebraram janelas de bancos, lojas e cafés e incendiaram carros.

Participaram do protesto, que antecedeu a conferência dos ministros da OMC, entre 3 mil (dado da polícia) e 5 mil pessoas, segundo os organizadores. Dezenove pessoas foram detidas.

Segundo informações das agências de notícias SDA e AP, logo após o início da manifestação, ativistas encapuzados quebraram vidraças, incendiaram carros e danificaram edifícios e obras de infraestrutura.

A polícia usou gás lacrimogêneo e prendeu 15 membros do chamado "bloco negro" (ativistas extremistas) e quatro ladrões, segundo informou a chefe de polícia de Genebra, Monica Bonfanti, à rádio pública suíça RSR, do oeste do país.

Segundo ela, para poder separar o "bloco negro" dos manifestantes pacíficos, a polícia teve de interromper a passeata. Uma mulher de 80 anos caiu no meio do tumulto, feriu-se na cabeça e teve de ser levada ao hospital.

Críticas à política da OMC

Acenando com bandeiras e acompanhados por uma dúzia de tratores, os manifestantes protestaram contra a reunião dos ministros da OMC, que começa na segunda-feira em Genebra com o objetivo de discutir caminhos para incentivar o comércio mundial e superar a recessão.

Ativistas disseram que as políticas comerciais adotadas pelos membros da OMC criam pobreza em países ricos e pobres, prejudicando agricultores em países em desenvolvimento e piorando as condições trabalhistas em nações industrializadas.

Manifestantes moderados lamentaram o fato de o protesto não ter transcorrido pacificamente até o fim. "Não se resolvem problemas com violência", disse o deputado federal socialdemocrata Carlo Sommaruga, de Genebra.

"Bloco negro"

Em uma reportagem da rádio DRS, ele disse que a polícia cometeu o erro de deixar o "bloco negro" caminhar no meio da passeata. "É tarefa dos organizadores separar esses ativistas de outros participantes", rebateu a porta-voz da polícia, Patrick Puhl.

A manifestação foi um sinal forte e internacional contra a política da OMC e suas consequências sociais e ecológicas, informaram os organizadores depois do protesto. Eles lamentaram a interrupção da passeata e o fato de que nem todos os discursos puderam ser feitos.

Em um comunicado, os organizadores condenaram toda forma de repressão policial a direitos democráticos e conclamaram o governo de Genebra a vigiar rigorosamente o cumprimento das leis.

Segundo o sindicato rural Uniterre, três representantes de agricultores sul-coreanos foram barrados no aeroporto de Genebra e impedidos de ingressar na Suíça para participar do protesto. A polícia de Genebra informou que os três detidos eram considerados potencialmente violentos e estariam proibidos de ingressar em vários países.

swissinfo.ch com agências

Reunião ministerial

Mais de 100 ministros participam a partir de segunda-feira em Genebra da primeira grande reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em quatro anos, sem decisões vitais na agenda e à espera de uma definição da política comercial dos Estados Unidos.

O lema do encontro é: "A OMC, o Sistema Multilateral de Comércio e o Atual Ambiente Econômico Global".

De forma prévia, o G20 e o G33 de países em desenvolvimento terão reuniões separadas no domingo para unificar critérios para o sétimo encontro ministerial da OMC, que pretende analisar o funcionamento da organização.

A ministerial, com três dias de duração e a primeira após Hong Kong-2005, também deve servir para enviar um certo número de sinais fortes ao mundo inteiro sobre o conjunto das questões da OMC, incluindo a rodada de Doha para a liberalização do comércio, explicou recentemente o diretor da organização, Pascal Lamy.

Mas ao contrário de reuniões anteriores, não está prevista nenhuma tentativa de levar adiante as paralisadas negociações iniciadas em 2001 na capital do Qatar.

Fonte: AFP

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