As diferentes faces da imigração na Europa

A imigração está no centro do debate político na Europa, com os olhos voltados para o questionamento da livre circulação de pessoas em vários países. Os perfis da imigração ainda diferem muito nos países europeus.

Este conteúdo foi publicado em 06. outubro 2016 - 09:00
swissinfo.ch
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Faz mais de 14 anos que o acordo sobre a livre circulação de pessoas entre a Suíça e a União Europeia (UE) está em vigor. Com este acordo, os cidadãos suíços e da UE podem estudar, trabalhar e se aposentar em qualquer lugar da UE e dos países da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA, que inclui Noruega, Suíça, Liechtenstein e Islândia). A livre circulação de pessoas é uma das quatro liberdades fundamentais do mercado único da UE, junto com a livre circulação de mercadorias, capitais e serviços.

No Reino Unido e na Suíça, a livre circulação de pessoas está sendo questionada pelos cidadãos, que querem um controle melhor da imigração. Como já enfatizado no episódio anterior da série de swissinfo.ch sobre a migração, a imigração no Velho Continente é principalmente interna e, obviamente, favorecida pela livre circulação de pessoas.

Como ilustrado no mapa acima, a migração líquida varia muito conforme a região. Sem surpresa, são os países e as regiões mais ricas que atraem o maior número de imigrantes. Suíça, Alemanha, Áustria, Reino Unido e os países escandinavos têm um saldo migratório largamente positivo.

Em todos os Estados-Membros da UE e da EFTA, havia mais de 37,7 milhões de estrangeiros em 2015, cerca de 8% da população total. Mais de 45% destes estrangeiros são cidadãos de outro país membro.

Uma grande parte dos imigrantes vêm da Europa oriental e meridional. Só os romenos e os poloneses são responsáveis por quase 30% dos estrangeiros dos países da UE e da EFTA, mas os perfis de imigração diferem muito de um país para outro. O gráfico abaixo mostra a nacionalidade dos imigrantes para vários países europeus.

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Vários estudos têm mostrado que a livre circulação de pessoas tem um efeito geralmente positivo sobre os países de acolho. Ao contrário de alguns discursos populistas, os imigrantes geralmente trazem mais ao Estado do que lhe custam.

É mais para os países de origem dos imigrantes que os benefícios da livre circulação não estão claramente estabelecidos. Segundo um estudo do Fundo Monetário Internacional, a evasão dos trabalhadores jovens e com melhor formação pode representar uma barreira para o crescimento econômico e populacional dos países do leste europeu.



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