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Suíça comanda grupo de países alpinos

Suíça quer aumentar o perfil da cooperação na região alpina Reuters

A Suíça é sinônimo de Alpes e este ano tem um papel central em toda região alpina, assumindo a presidência da Convenção Alpina.

Este conteúdo foi publicado em 13. março 2011 - 10:53
swissinfo.ch

Os ministros do Meio-Ambiente dos países signatários da convenção participaram de uma conferência na quarta-feira em Brdo pri Kranju, na Eslovênia, que passou a presidência da Conferência Alpina à Suíça.

A Convenção Alpina é um tratado internacional de desenvolvimento sustentável assinado por oito países alpinos e a União Europeia. Abrange 190 mil quilômetros quadrados do território alpino e tem como objetivo a promoção da cooperação internacional em áreas como ordenamento territorial, conservação do solo, cultivo florestal, turismo, transportes e energia.

A Suíça se engajou no âmbito da convenção quando foi elaborada há 20 anos, provocando uma oposição política que fez com que o país não ratificasse nenhum dos protocolos da convenção até o momento.

Desde o início, a Suíça tem trabalhado "intensamente e com grande iniciativa" em prol da Convenção e seus protocolos de aplicação, de acordo com Silvia Jost, da Secretaria Federal de Ordenamento Territorial, membra da delegação suíça na Eslovênia.

No entanto, o fato de que nenhum dos protocolos da Convenção tenha sido adotado pela Suíça é difícil de ignorar. A Câmara dos Deputados rejeitou recentemente os protocolos durante uma votação em setembro de 2010 sem sequer discutir o assunto, irritando militantes e mistificando outros Estados membros.

Revolta e choque

Dominic Siegrist, presidente da Comissão Internacional de Proteção dos Alpes (Cipra), declarou à swissinfo.ch que estava "revoltado e chocado" com a decisão dos deputados suíços, que ele considerou como "antiecológica e anti-internacionalista".

Na reunião anual em Semmering, na Áustria, em outubro passado, a Comissão adotou uma resolução observando a rejeição da Suíça em ratificar os protocolos da Convenção, descrevendo o voto suíço como "incompreensível".

Jost disse à swissinfo.ch que outros Estados membros levaram em consideração os esforços da Suíça. "Eles conhecem a situação na Suíça e estão cientes de que a Suíça assumiu as condições [da Convenção] em sua legislação nacional".

Christian Lüthi, diretor da Cipra Suíça, confirmou também que a Suíça estaria aderindo efetivamente aos protocolos.

"Não há nada bloqueando o caminho da implementação da convenção - todo o conteúdo da Convenção-Quadro já foi incluído na legislação nacional o que não é um problema para o trabalho operacional", disse Lüthi à swissinfo.ch.

Mesmo assim, o diretor da Cipra Suíça acha que seria melhor que o país ratificasse pelo menos um dos protocolos, nem que seja por uma questão de aparência. "É sempre bom ser capaz de liderar pelo exemplo, é melhor para a imagem do país".

 

Cooperação pública

Olhando para o futuro, Jost disse que a presidência é uma oportunidade para a Suíça mostrar que sua cooperação com a Convenção Alpina é real. "E que nós temos uma rica experiência que permitirá o país a desempenhar um papel formador no desenvolvimento do espaço alpino".

A Suíça quer melhorar o perfil da cooperação na região alpina, reforçando-a ainda mais durante sua presidência.

"Durante a convenção muitos conhecimentos e documentos são trocados entre os diferentes grupos de trabalho, mas isso acontece muitas vezes sem ser percebido. Por isso queremos melhorar a coordenação pública dos diferentes interventores".

Como importante reservatório de água, produtor de energias renováveis, região turística e eixo de trânsito, os Alpes são de grande importância estratégica para a Europa, disse Jost.

"A Suíça gostaria que os países alpinos unissem suas forças para que a importância dos Alpes na Europa ganhe mais peso", acrescentou.

Cipra

Cipra é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que tem se comprometido com a proteção e o desenvolvimento sustentável dos Alpes desde 1952.

Sua sede internacional está localizada no Liechtenstein, com representações em sete estados alpinos e cerca de 100 membros institucionais.

O objetivo da Cipra é desempenhar um papel pioneiro na solução de problemas e desafios, assegurando um futuro sustentável e ecológico para a região alpina.

Cipra Suíça é uma organização formada por 14 instituições, tais como o Clube Alpino Suíço, Mountain Wilderness, Pro Natura e WWF.

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