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Último refém suíço é libertado no Mali

O Saara é uma imensa região incontrolável. Keystone

O Ministério das Relações Exteriores se diz aliviado pelo fato de os esforços para libertar o refém suíço de 57 anos, sequestrado em janeiro último, terem dado resultado.

As autoridades suíças garantem que não negociaram com os rebeldes islâmicos e que também não houve pagamento pelo resgate.

“O presidente do Mali nos confirmou por volta de meio-dia que o refém havia sido libertado”, declarou Markus Börlein, do força tarefa de crise do Ministério das Relações Exteriores.

“O refém deve chegar esta noite a Bamako, capital do Mali, onde a representação suíça se ocupará imediatamente dele”, acrescentou Börlin. “Assim que seu estado de saúde o permitir, ele será repatriado para a Suíça.”

Pelas informações do ministério, o estado de saúde é “bom, embora seja óbvio que ele esteja esgotado”, afirmou o embaixador Börlin.

Não houve pagamento de resgate


Börlin garantiu que, por enquanto, ignora as circunstâncias e o momento da libertação do advogado de Zurique.

“A Suíça não negociou com os sequestradores nem pagou resgate”, afirmou. Quanto a uma possível ação militar, o diplomata disse desconhecer os pormenores da libertação.

Sequestrado desde 22 de janeiro


O advogado suíço havia sido sequestrado em 22 de janeiro último na fronteira entre o Mali e o Níger, Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), juntamente com outros três turistas europeus. Sua esposa e uma cidadã alemã foram libertadas dia 22 de abril e um refém britânico foi morto dia 31 de maio.

O grupo Aqmi exigia a libertação de Abu Katada, um islâmico jordaniano detido desde 2005 na Grã-Bretanha e considerado o braço direito de Osama Bin Laden na Europa.

A libertação do último refém ocidental entre os seis raptados pelo AQMI entre dezembro e janeiro entre o Mali e o Níger ocorre em meio ao recrudescimento da violência islâmica no norte do Mali.

Implantado na Argélia, AQMI ampliou suas operações até o Mali ultimamente. O movimento pretende controlar a parte malinesa do deserto do Saara, zona sem autoridade, com apoio de traficantes de drogas e de armas.

swissinfo.ch com agências

A Suíça reconheceu o Mali como Estado independente em 1960 e estabeleceu relações diplomáticas em 1961.

Desde o final dos anos 1970, O Mali é um dos principais países para a coopeção suíça ao desenvolvimento, DDC.

A Agência de Cooperação e Ajuda Humanitária apóia projetos nas áreas de saúde, gestão sustentável dos recursos naturais e descentralização, através de seu escritório de coordenação na capital do Mali, Bamako.

População: 12,3 milhões de habitantes.

PIB por habitante (2007): 449 dólares (522 francos).

Colônia suíça2006): 62 pessoas.

Exportações suíças (2006): 2,6 milhões de francos.

Importações suíças: 3,35 milhões.

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