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Ucrânia nega ataque à residência de Putin e Rússia promete endurecer sua posição

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A Ucrânia declarou nesta terça-feira (30) que não há provas de que tenha lançado um ataque contra uma residência do presidente russo, Vladimir Putin, após o qual o Kremlin prometeu endurecer sua posição nas negociações para encerrar a guerra.

Esse repentino aumento da tensão diplomática ocorre pouco depois de Washington e Kiev anunciarem avanços nas negociações para alcançar um acordo que ponha fim a esse conflito, desencadeado pela invasão russa da Ucrânia em 2022.

Uma fonte presidencial francesa afirmou que as declarações do Kremlin não estavam respaldadas “por nenhuma prova sólida, mesmo após cotejar as informações com nossos parceiros”.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, que classificou a acusação da Rússia como “totalmente inventada”, declarou que se reunirá com dirigentes de países aliados de Kiev em 6 de janeiro, na França, para tentar retomar os esforços de paz.

Zelensky reiterou nesta terça-feira à imprensa que o ataque contra uma residência de Putin foi uma encenação e pediu a seus parceiros que verificassem o caso.

“Nossa equipe negociadora entrou em contato com a equipe americana, revisou os detalhes e entendemos que é falso”, afirmou.

Na segunda-feira, a Rússia acusou a Ucrânia de ter atacado de madrugada, com 91 drones, uma residência oficial de Putin situada na região de Novgorod, entre Moscou e São Petersburgo.

No entanto, o Kremlin assegurou que sua posição nas negociações sofrerá um “endurecimento”, ao mesmo tempo em que se recusou a apresentar provas, alegando que todos os drones “foram derrubados”.

– Cúpula em janeiro –

Os dirigentes europeus apoiaram a Ucrânia após a acusação de Moscou. Zelensky afirmou que em 6 de janeiro será realizada na França uma cúpula da chamada “Coalizão dos Voluntários”, um grupo de países ocidentais que se comprometeram a continuar apoiando a Ucrânia.

Segundo Zelensky, a cúpula será precedida por uma reunião de assessores de segurança dos países aliados, prevista para “3 de janeiro, na Ucrânia”.

Nesse contexto de intensos esforços diplomáticos, o presidente ucraniano e seu homólogo americano, Donald Trump, se reuniram no domingo, na Flórida.

No entanto, Trump, que falou com Putin na segunda-feira, dirigiu críticas à Ucrânia sobre o suposto ataque a uma residência do presidente russo.

“Não gosto disso. Não é bom”, reagiu na noite de segunda-feira, em sua residência de Mar-a-Lago, em Palm Beach.

“Sabe quem me disse? O presidente Putin”, afirmou. “É um período delicado. Este não é o momento certo”, acrescentou.

– ‘Ato de desafio’ –

O presidente Zelensky afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos ofereceram à Ucrânia garantias de segurança “sólidas” ante a Rússia por um período de 15 anos, prorrogável.

No terreno, os bombardeios entre os dois lados continuam. Segundo a Força Aérea ucraniana, na madrugada desta terça-feira a Ucrânia foi atacada por dois mísseis e 60 drones russos.

Os ataques contínuos e cada vez mais intensos da Rússia contra a Ucrânia são “um ato de desafio” ao plano americano para pôr fim à guerra, declarou nesta terça-feira a fonte presidencial francesa.

As autoridades da região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, ordenaram nesta terça-feira a evacuação de 14 localidades próximas à fronteira com Belarus devido aos bombardeios russos diários.

Pela manhã, a cidade de Zaporizhzhia, no sul do país, foi atingida por três bombas russas, segundo as autoridades locais. Uma mulher ficou ferida, e várias casas e edifícios residenciais sofreram danos.

Um ataque com drones russos matou um homem na aldeia de Veselianka, perto de Zaporizhzhia, informou o governador, Ivan Fedorov.

Em seu relatório diário, o Exército russo, mais numeroso e que continua seus ataques na linha de frente, reivindicou a tomada de duas pequenas localidades nas regiões de Kharkiv, no nordeste, e Zaporizhzhia

bur-cad/arm/dbh/pc/dbh/hgs/pb/aa/fp/lm/rpr

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