A Fundação de Solidariedade está “enterrada”
Controvertido projeto dessa entidade a ser financiada com venda de ouro do banco central e com objetivos humanitários dentro e fora do país parece condenado ao fracasso. Um 2°partido do governo - PDC - através de seu predidente (foto) diz não ao projeto.
A idéia dessa “Fundação de Solidariedade” foi lançada há três anos pelo governo suíço. Foi apresentada como um gesto de gratidão pelos 150 anos em que a Suíça escapou de guerras. Vale lembrar que na época a Suíça era amplamente criticada no exterior pelo papel ambíguo exercido durante a Segunda Guerra Mundial, quando se mostrou condescendente com o regime nazista.
O projeto humanitário era ambicioso: atender vítimas de violações dos direitos humanos, vítimas de violência principalmente nas regiões de conflitos, aproximar populações divididas (como ocorre atualmente por ex. na Iugoslávia), beneficiar jovens e adolescentes, lutando por exemplo contra o desemprego sem se esquecer de agir em casos de emergência quando ocorressem catástrofes.
Desde o início, o Partido do Povo Suíço ( SVP – Schweizerische Volkspartei, também conhecido como UDC, União Democrática do Centro) se opôs ao iniciativa.
E agora é o Partido Democrata Cristão que, através de seu presidente Albert Durrer (foto de arquivo), inesperadamente, retira apoio ao projeto, praticamente o enterrando. De fato, com dois dos quatro partidos governamentais contrários a essa fundação, ela parece condenada ao esquecimento.
Líderes do PDC suíço sugere que a soma arrecadada com a venda de parte do ouro do banco central suíço – 7 bilhões de francos, cerca de 4 bilhões de dólares – beneficie equitativamente o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, um organismo de “estatura internacional”, a seguridade social e a formação dos jovens.
Por seu lado o SVP/UDC procura conseguir através de uma iniciativa popular que o povo vote sobre o destino de 1.300 toneladas de ouro excedentes ou seja de que o banco central não precisa como lastro. A idéia do partido é que se dedique 500 toneladas ao financiamento da seguridade social.
O projeto do governo é de que quinhentas toneladas fossem consagradas a “Fundação de Solidariedade”.
J.Gabriel Barbosa
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