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Justiça rastreia bilhões do FMI

Sede do "Bank of New York". Keystone

O juiz suíço Laurent Kaspar-Ansermet tenta rastrear depósito de 5 bilhões de dólares procedentes da Rússia. A soma passou pelo Cantão (estado) do Ticino sul da Suíça e apenas 1,4 bi chegou ao Bank of New York.

O juiz Kaspar-Ansermet, de Genebra, interessa-se em particular a esse montante de US$1,4 bilhão. Mas tem dificuldade em encontrar o fio da meada.

Ele suspeita que o dinheiro seja parte da ajuda econômica fornecida à Russia pelo FMI.

Na tentativa de completar o dossiê, o magistrado fez apelo a autoridades competentes russas remetendo rogatória a Vassili Kolmogorov, braço direito do procurador russo, Vladimir Ustinov.

Na Suíça o investigação começou depois que uma dezena de bancos reagiu espontaneamente ao constatar contas que poderiam estar relacionadas com o escândalo. E cerca de 30 milhões de francos – cerca de US$ 1,8 – já foram congelados.

O dinheiro provém do Bank of New York e também diretamente da Rússia.

Na rogatória dirigida a Moscou, o juiz Kaspar-Ansermet solicita autorização para interrogar diversos funcionarios do Banco Central Russo e empregados dos bancos DKB, Sobinbank e Flamingo que teriam servido de intermediários na transferência do dinheiro para o exterior.

E espera ainda resposta a pedido de colaboração enviado aos Estados Unidos em janeiro. Sem reação de Washington ou de Moscou a investigação fica emperrada.

Swissinfo com agências.




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