Tendência ao isolamento é reforçada
Pela primeira vez desde 1994, os isolacionistas que não querem a abertura do país ganham terreno, segundo estudo divulgado pelo Ministério da Defesa. Diminuem os adeptos da adesão à ONU e à UE mas a maioria é favorável ao envio de soldados ao exterior.
“Os suíços são conscientes que o país deverá se abrir um dia mas, por enquanto, preferem enviar soldados armados em missões de paz e não aderirem à União Européia. É mais fáciol e mais barato.”
A análise é de Karl Haltiner, um dos autores da pesquisa “Segurança 2000”, feita pela Escola politécnica federal de Zurique e divulgado pelo Ministério da Defesa. 1.202 pessoas foram questionadas.
Somente 50 p/cento das pessoas interrogadas concordam em intensificar a cooperação internacional da Suíça. Pela primeira vez desde 1994 os isolacionistas se reforçam. 27 p/cento são contra a adesão à ONU e à União Européia, 24 p/cento favoráveis a uma abertura gradual e 26 p/cento aceitariam perder parte da soberania para aderir à UE.
Os adeptos da adesão à ONU ainda são mairia (57 p/cento) embora menos numerosos que o ano passado. Paradoxalmente, a maioria aprova o envio de soldados armados para missões de paz no extrangeiro. Seria uma maneira de compensar a tendência ao isolamento, segundo Haltiner.
O papel do exército também está mudando. A instituição é vista não somente como instrumento de defesa mas que também deve agir em casos de catástrofes, constata o estudo. As pessoas com mais de 60 anos querem manter o atual exército de milícia e os jovens preferem um exército profissional.
swissinfo com agências
Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.