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Finado presidente do Peru Alan García recebeu malas de dinheiro da Odebrecht

Simpatizantes do ex-presidente Alan García em Huancayo, 350 km a leste de Lima, em 18 de abril de 2019. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. outubro 2019 - 00:17
(AFP)

O então presidente do Peru Alan García recebeu diversas malas com dinheiro do grupo Odebrecht, revelou a uma equipe da operação Lava Jato o ex-secretário da presidência Luis Nava.

Em depoimento dado no dia 25 de setembro e divulgado nesta sexta-feira pelo site IDL-Repórteres, Nava contou que Jorge Barata entregava malas de dinheiro a Alan García.

"Tenho conhecimento de que Jorge Barata, em 2006, entregou a Alan García entre cinco e seis lancheiras com cerca de 60 mil dólares", disse Nava, que está na penitenciária Castro Castro.

Durante o interrogatório, Nava revelou que as entregas eram feitas em uma sede de campanha do Partido Aprista no distrito de San Isidro, e no Palácio de Governo.

García, 69 anos, se matou com um tiro na cabeça no dia 17 de abril passado, quando estava para ser preso pelo escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht.

Segundo Nava, García continuou recebendo dinheiro da Odebrecht após ser eleito e já como presidente do Peru.

Além das contribuições para a campanha, a Odebrecht entregou a García 600.000 dólares no dia 6 de abril de 2007, e 20.000 dólares em 27 de setembro de 2007.

Segundo Nava, o chefe da Odebrecht no Peru na ocasião levava o dinheiro em malas e lancheiras, além de presentes caros, como relógios das marcas Rolex e Patek Phillippe.

Barata visitou García na sede do governo em 19 ocasiões durante seu mandato (2006-2011), disse Nava para confirmar sua denúncia.

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