Navigation

ONG denuncia 67 mortes em protestos na Venezuela em 2019

Manifestantes enfrentam forças de segurança, no 1º de Maio em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. janeiro 2020 - 22:36
(AFP)

Um total de 67 pessoas morreram em protestos na Venezuela em 2019, das quais 59 foram baleadas supostamente por militares, policiais e grupos civis pró-governo, denunciou nesta sexta-feira uma ONG.

Em seu informe anual, o Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS) informou que seis manifestantes foram vítimas de "execuções extrajudiciais" depois protestar, enquanto um morreu de infarto e outro por golpes.

Oito dos mortos eram menores de idade, acrescentou.

A ONG afirmou que o balanço demonstra que a "resposta" do governo de Nicolás Maduro às manifestações "foi a criminalização, judicialização e a implementação da repressão letal como política de Estado".

O OVCS culpa policiais e militares pelos ataques, assim como 'coletivos', grupos chavistas que o relatório chama de "paramilitares".

A maioria das mortes ocorreu entre janeiro e fevereiro, período de muitos embates entre Maduro e o líder opositor Juan Guaidó, chefe do Parlamento reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por meio centena de países, liderados pelos Estados Unidos.

O relatório documentou 16.739 manifestações na Venezuela em 2019, com uma média de 46 diárias, o que representou um aumento de 24% em relação a 2018. Registrou também 373 saques ou tentativas de saque.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.