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Imagem capturada de vídeo lançado em 4 de junho de 2014 pela Al-Emara mostra o sargento norte-americano Bowe Bergdahl sentado numa camionete num local não identificado no Afeganistão

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O soldado americano Bowe Bergdahl, mantido em poder dos talibãs por cerca de cinco anos, retomará a atividade militar, informou o Exército dos Estados Unidos nesta segunda-feira.

Bergdahl foi devolvido ao seu país no dia 31 de março, em troca da libertação de cinco talibãs

Depois de ter sido libertado, Bergdahl passou por um tratamento médico e psicológico em um hospital militar em San Antonio, no Texas (sul dos Estados Unidos), preparando-se para a reintegração.

"Ele vai retomar sua atividade normalmente, onde possa contribuir para a missão", em uma base em San Antonio, indicou o Exército em um comunicado. As tarefas a serem desempenhadas pelo militar não foram especificadas.

Uma investigação sobre as circunstâncias de seu desaparecimento e captura "está em andamento", acrescentou o Exército.

Oficiais militares informaram que o soldado, de 28 anos, recebeu uma assessoria durante o último mês para o contato com jornalistas, já que ainda não conversou com a imprensa desde que foi libertado.

Bergdahl foi o único soldado americano mantido como refém pelos afegãos, e ficou cinco anos em poder dos insurgentes Haqqani, ligados aos talibãs. Ele desapareceu de seu posto no leste do Afeganistão, próximo à fronteira com o Paquistão, em junho de 2009.

O presidente Barack Obama foi intensamente criticado pela operação que libertou o soldado.

Congressistas republicanos afirmaram que o governo fez uma concessão perigosa ao aceitar trocar Bergdahl por cinco talibãs, que estavam em Guantánamo e foram para o Catar.

Há a especulação de que o soldado tenha desertado de seu posto, devido ao relato de alguns soldados de que ele havia saído andando sozinho da base.

Segundo Cody Full, que serviu com Bergdahl, o soldado estaria passando por conflitos, e teria um plano para abandonar seu posto.

Bergdahl era um "bom soldado" durante o treinamento na Califórnia, mas ao chegar ao Afeganistão passou a expressar sua discordância com a maneira como as missões eram feitas, contou Full a um comitê parlamentar.

"Ele não entendia porque estávamos entregando ajuda humanitária, construindo clínicas e ajudando a população, em vez de combater o Talibã", declarou.

O governo americano defendeu sua posição no caso, ressaltando que tem o dever de resgatar todos os seus soldados, e que uma investigação vai determinar se Bergdahl violou alguma de suas obrigações.

Soldados da reserva apontaram que diversos militares tinham morrido busca pelo refém, mas o Pentágono alegou que não há evidências disso.

AFP