O chip que vale por dois
Descoberta de uma equipe de pesquisadores suíços permite reduzir à metade as dimensões das células da memória viva do computador. Uma miniaturização que abre perspectivas consideradas gigantescas.
Uma primeira conseqüência da invenção é facilitar aumento da capacidade de aparelhos que se tornam cada vez mais familiares nos países mais avançados, a começar pelo telefone celular que muita gente já considera indispensável.
Desempenho e vantagens
Deve também permitir miniaturização de outros apetrechos como máquina fotográfica, câmara e agenda digitais. E com vantagens: os custos de produção das novas células são mais em conta e se dispensam materiais novos. Bastam os existentes.
Telefones celulares, agenda e câmara digitais, como os microprocessadores têm memória limitada. Funcionam como um cérebro humano, sendo a memória constituída de milhões de pequenas células. Assim, um computador de 128 megas RAM terá 128 milhões de células idênticas.
Funcionamento
Essas células são formadas de dois elementos: um transistor, que funciona como uma torneira que se abre ou se fecha, e um condensador, que permite estocar dados. É este último que impede miniaturização maior.
Hoje seria impossível fabricar um condensador de menos de 1 micro (= 1 milésimo de um milímetro). A maioria dos modelos padrão tem 0.18 a 0.13 micros.
A astúcia da equipe de pesquisadores suíços, que trabalham na prestigiosa Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), consistiu em dispensar o condensador.
Outras pessoas realizavam pesquisas com o mesmo objetivo. Mas eles foram os primeiros a conseguirem inventar um transistor que saiba também estocar dados.
A estimativa é de que a nova célula RAM tem qualidades necessárias para tornar-se, nos próximos anos, um modelo indispensável. Até porque no domínio da miniaturização, mesmo a concorrência tem pouca esperança de ir mais longe nos próximos anos.
Marc-André Miserez. Adaptação J.Gabriel Barbosa
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