Sondagem diagnostica saúde na sede de Neslé
Nestlé, n° 1 mundial da alimentação, vai muito bem financeiramente. Em 2000 suas vendas totalizaram 81 bilhões de francos - quase 50 bi de dólares - e teve lucro líquido de 5.7 bilhões de francos, um aumento de 7%. Sondagem sobre a saúde das pessoas de 70 diferentes nacionalidade que trabalham em sua sede, revela uma situação menos rósea.
Segundo escreve o jornal Le Temps, de Genebra, em longo artigo de sua edição de 22 de junho, o estudo foi realizado, a pedido da própria multinacional, pelo Instituto Universitário de Medicina Social e Preventiva (IUMSP), de Lausanne.
Em seu balanço global, os autores do estudo escrevem diplomaticamente: “O Estado de saúde global do pessoal do centro pode legitimamente nutrir algumas preocupações e justificar medidas visando a uma melhora”.
O Instituto constatou, por exemplo, que o bem-estar psíquico é deficiente em 40% dos empregados que participaram da enquête. Em comparação, o percentual na população suíça é de 25.
No mesmo nível de comparação: 9%, contra 3% para a população suíça, tomam tranqüilizantes, e 7%, contra 2,7%, tomam remédios para dormir. E a auto-medicação é mais de 2 vezes superior.
Certos aspectos da sondagem apontam igualmente distúrbios ligados diretamente à vida profissional. E dois terços dos empregados acham excessiva a carga de trabalho, sendo que 10 por cento se consideram vítima de assédio psicológico.
A reação imediata da empresa foi tomar medidas preventivas. Criou um “sistema de conselhos nutricionais”, melhorou o cardápio do restaurante do pessoal, aumentou as frutas à disposição e proibiu fumar nas salas de conferência.
Nestlé reconheceu também o mal-estar das pessoas que se sentem “agredidas” e contratou uma empresa (Independent Conselling & Advisory Services, ICAS) para aconselhamento dos colaboradores de sua sede.
Conclusão do Le Temps: “Resta provar a eficácia das medidas”.
J.Gabriel Barbosa
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