Campanha contra doenças genéticas rende $ 1,5 milhão
2,5 milhões de francos suíços, quase 1,5 milhão de dólares, é o resultado da Telethon, campanha anual em favor de pessoas atingidas por doenças genéticas e pelo financiamento de pesquisa no setor. Um chalé da solidariedade foi construído em 26 horas.
Essa soma de 1,47 milhão de dólares destina-se a combater doenças hereditárias e incuráveis como miopatia e mucoviscidose. A metada será entregue a família dos enfermos. A outra metade será para financiamento da pesquisa.
Desde 1985, a “Fondation suisse de recherche sur les maladies musculaires” (fundação suíça para pesquisa de enfermidades musculares), que tem 75 por cento financiamento pela campanha Telethon, já pôde injetar 8 milhões de francos em pesquisa. Cerca de 20 cientistas trabalham no setor. Eles não passavam de 2 há poucos anos.
As enfermidades genéticas interessam pouco à industria farmacêutica que investe pouco em pesquisa nessa área em que os ganhos seriam poucos. Resta que na Suíça, país de 7 milhões de habitantes, há cerca de 20 mil pessoas atingidas por doenças hereditárias incuráveis.
Telethon 2000, realizada sexta-feira até a meia noite de sábado, rendeu menos que no ano passado, quando os dons chegaram a 3,4 milhões de francos. Foi no entanto mais uma manifestação de generosidade, em que se destacou a Suíça de expressão francesa (quase 20 por cento da população) que contribuiu com 60 por cento da soma.
A Suíça de expressão italiana (cerca de 10 p.c. da população) contribuiu com 25 por cento. A Suíça de língua alemã que ainda não foi conquistada por essa campanha entrou somente com 2 por cento. Os restantes 2 por cento chegaram via Internet.
Telethon surgiu em 1966 nos Estados Unidos. Na Europa teve realmente sucesso na França onde a campanha neste ano reuniu 125 milhões de francos suíços – cerca de US$ 73,5 milhões.
swissinfo com agências
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