Clandestinos ocupam igreja
Uma centena de estrangeiros em situação irregular na Suíça, ocuparam uma igreja na cidade de Friburgo, na Suíça de expressâo francesa. Reivindicam "regularização dos sem documentos e livre circulação para todos". Entre eles, portugueses e latino-americanos bem integrados.
Estrangeiros de uma dezena de países, incluindo Argentina, Bolívia e Peru, além de kosovares, decidiram atrair a atenção para o que consideram uma hipocrisia da polífica oficial suíça de imigração.
Solidário com a iniciativa, o “Movimento de Apoio aos Sem-documentos” denuncia o que considera “um estoque de assalariados em situação precária e sem direito” facilmente maleáveis e geralmente explorados. E pede “uma regularização coletiva dos sem-documentos”.
Só no cantão (estado) de Friburgo, uma organização anti-racista (CCSI/SOS Racisme) avalia entre 7.000 e 10.000 o número de pessoas que trabalham sem carteira de residência. Na Suíça toda o número poderia chegar a 150 mil.
Entre esses “sem-papéis” encontra-se por exemplo, um português que vive irregularmente há 12 anos na Suíça. Ele está com expulsão marcada para dia 15 de julho.
No momento, as autoridades toleram a ocupação da igreja de Fribourg (St-Paul). Mas é difícil prever o que pode acontecer dentro de alguns dias. A esperança dos sem-documentos – que já receberam diversas manifestações de solidariedade – é que o movimento se amplie, com eventuais ocupações de outras igrejas no país.
Conseguir dobrar as autoridades seria no entanto objetivo aleatório. Resta que na França, manifestação semelhante, há poucos anos, levou à legalização de 100 mil pessoas.
Movimentos similares ocorreram em outros países, como Itália, Espanha, Portugal, Bélgica e Alemanha.
J. Gabriel Barbosa
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