EXPO.01 dependurada
A EXPO.01 virou EXPO.02. A continuação dos preparativos dessa bilionária exposição nacional destinada a tornar-se uma vitrine da Suíça, mostrando o país em seus diferentes aspectos, depende de novos financiamentos e cortes nos custos.
O Governo suíço decidiu adiar por um ano a Expo.O1. Fala-se agora de Expo.02. O objetivo apresentado é criar condições de realização do evento. O Governo, seguindo conclusões de uma investigação recente para analisar se o projeto era exeqüível e em que condições, prometeu apoiar a Expo suíça liberando verba adicional de 250 milhões de francos (US$ 168) , a ser aprovada pelo Parlamento, desde que a economia parivada injete 300 milhões ($ 200 ) suplementares e que os responsáveis pela Expo efetuem cortes de 290 milhões ($ 195 ) do projeto avaliado em 1.620 bilhão de francos ($ 1.09 bi ).
O comissão diretora do projeto deve também ser mudada. O favorito para dirigi-la é o ex-chefe do Estado Maior do Exército, Arthur Liener, atualmente aposentado. Assim depois de uma série de denúncias, intrigas, contradições e demissões entre os dirigentes da comissão organizadora, a Expo 2001 virou Expo 2002. Os projetos da exposição nacional estão atrasados, serão então redimensionados e talvez reorientados.
As reações na Suíça vão do alívio à preocupação. O mundo econômico e em particular as grandes empresas estão prudentes. Uma exposição nacional não parece entusiasmar as multinacionais suíças porque não tem retorno suficiente. A imprensa não parece longe de afirmar que a Expo.01 é um abacaxi com que ninguém quer se envolver muito: nem os políticos nem os capitães da indústria. O jornal “Le Temps”, de Genebra, escreve: “o adiamento decidido pelo Governo não passa de escapatória. Apenas favorece um fracasso tardio da Exposição Nacional”. E o professor de Economia da Universidade de Lausanne, Stéphane Garelli, disse hoje que as exigências do Governo para apoiar o projeto financeira e politicamente são impossíveis de realizar. Segundo ele, a Expo.02 estaria condenada ao fracasso, mas ninguém quer assumir o preço político desse fracasso. E a TRIBUNA DE GENEBRA afirma: “Pascal Couchepin (ministro da economia) reuniu as tábuas do caixão de uma exposição que ele pretendia salvar. Só falta um voluntário para fazer o caixão”.
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