Farinhas animais estão sob controle
O debate sobre as medidas sanitárias contra a doença da vaca louca continua na Suíça. No início do mês, a Divisão Veterinária Federal havia recomendado a proibição total das farinhas animais, agora pelo governo francês. Na Suíça ela ainda existe.
Para o gado bovino, as farinhas produzidas à base de carcaça e gordura animal estão probidas na Suíça para o gado bovino desde 1990, quando descobriu-se a orígem da doença da vaca louca. No entanto, elas ainda são autorizadas para a alimentação de aves e porcos.
Foi comprovada a transmissão da doença da vaca louca ao homem mas não a outros animais. No entanto, a Divisão Veterinária Federal sugeriu, no início do mês, a proibição total das farinhas, medida que ainda não adotada na Suíça.
Para a União de Produtores Suíços (UPS), principal organização do setor, o melhor seria tomar uma decisão clara a rápida, em caso de proibição total. 40 mil toneladas de farinhas animais são produzidas na Suíça e 35 mil são exportadas, principalmente para Holanda, Alemanha e Dinamarca.
As 5 mil toneladas restantes são utilizadas na alimentação de aves e porcos na Suíça e seriam facilmente substituidas em caso de proibição. Isso provocaria, no entanto, um aumento de custos para os produtores e para os açougueiros, que pagam atualmente 18 centavos de franco suíço por quilo de carne, para a transformação das carcaças em farinhas.
Em caso de proibição, os açougueiros passariam a pagar de 40 a 50 centavos por quilo de carne. No entanto, as exportações também poderão ser comprometidas, se os países importadores de farinhas suíças também proibirem o uso.
Nesse caso, a solução imediata seria utilizar as farinhas animais como combustível em fornos industriais.
swissinfo com agências.
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