Novo depósito para lixo nuclear
A Suíça brevemente não precisará exportar seu lixo nuclear. Um depósito para dejetos radioativos, orçado em 325 milhões de dólares, deve funcionar brevemente. Mas continua no País a controvérsia sobre o nuclear.
A Suíça vai dispor até o fim do ano de instalação apropriada para estocagem de lixo nuclear. A instalação que o jornal “Le Temps”, de Genebra, descreve como “a nova catedral nuclear suíça” situa-se no cantão de Argóvia, perto de Zurique. Orçada em 325 milhões de dólares deve tornar-se cem por cento operacional dentro de um ano.
Segundo o “Le Temps” a instalação está sendo dotada de um forno em que o lixo nuclear será “cozido” a 20.000 graus, antes de ser “derramado” num vidro e fechado em bloco de metal.
Ainda em fase de construção, “a catedral do nuclear” já é criticada porque em 1915 seus limites de estocagem estarão esgotados. Por isso, o indústria nuclear insiste em manter a exportação do lixo para a França (La Hague) e Grã-Bretanha (Sellafield). Em instalações apropriadas nesses países efetua-se extração de materiais físseis do combustível utilizado e o volume dos dejetos diminui 5 vezes. O processo custa caro e é criticado na Suíça.
Neste país, uma moratória sobre construção de novas centrais nucleares vigora durante toda esta década. Os meios anti-nucleares insistem para que se suprima completamente o nuclear que produz na Suíça 40 por cento da eletricidade consumida.
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