ONU pede responsabilidade aos empresários
O secretário geral da ONU, Kofi Annan, em visita de 3 dias à Suíça, insistiu que política e economia devem formar parceria para enfrentar os desafios de um mundo globalizado. Annan que falava em encontro realizado em Zurique, reunindo 1600 executivos, encontra-se na quinta com vários representantes do governo suíço e na sexta discursa na reunião anual da Comissão de Direitos Humanos.
« Grande parte da população (do planeta) vive hoje fora do mercado global », realçou o secretário da ONU no seu discurso às centenas de convidados nessa reunião organizada pelo Crédit Suisse, lembrando que « a fome, a doença, a falta de instrução e as guerras impedem a milhares de homens e mulheres produzir e consumir ».
Koffi Annan conclamou governos, economia e organizações internacionais a agirem na busca de soluções, insistindo na necessidade de maiores investimentos.
O chamado « Global Compact » projeto de colaboração entre economia e política foi lançado pelo secretário geral da ONU no Fórum Econômico de Davos, nos Alpes suíços. Projeto que é considerado um primeiro passo para enfrentar o que ele chama de desafio.
Um dos participantes do encontro foi o ministro suíço das Relações Exteriores, Joseph Deiss. O chanceler suíço lembrou que a metade da humanidade sobrevive com menos de 2 dólares por dia, enfatizando que se a situação no planeta não provoca mais indignação « é somente porque nós temos uma parte de responsabilidade ». E pleiteou uma globalização que beneficie a todos.
O ministro das Relações Exteriores aproveitou-se da ocasião para lembrar que a Suíça continua ainda fora da ONU e que seu lugar é nas Nações Unidas. (A suíça e o Vaticano são os únicos países fora da entidade).
Em referendo popular os suíços rejeitaram entrada do país na ONU em 1996. Está previsto um outro em 2002.
No encontro em Berna com 5 dos sete ministros que formam o governo suíço, Kofi Annan abordou a questão da adesão da Suíça à organização internacional e disse esperar um SIM do povo suíço no ano que vem. Abordou também a situação no Oriente Médio e na Macedônia.
Na quarta-feira, em Zurique, o chanceler Joseph Deiss, disse que para a Suíça ficar fora da ONU “é como se um acionista importante renunciasse por própria vontade a participar de uma assembléia de acionistas”.
swissinfo com agências.
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