Proteção de lagos suíços serve de modelo
A poluição dos lagos ameaça a saúde de 1 bilhão de pessoas no mundo. 90% das reservas de água doce estão nos lagos. A Suíça é citada como modelo na conferência internacional que ocorre em Shiga, no Japão.
O Conselho Mundial da Água estima que metade dos lagos do planeta estão ameaçados de desastres ecoloógicos. A organização internacional lamenta que, durante muito falou-se de proteção dos rios e oceanos e que os lagos foram esquecidos. No entanto, os lagos contém 90% das reservas de água doce no mundo.
Superexploração
“Os lagos são uma boa medida do que os seres humanos estão fazendo com o meio ambiente porque fazem parte da vida cotidiana das pessoas”, declarou à swissinfo Bill Cosgrove, vice-presidente do Conselho Mundial da Água (CMA).
Devido essa proximidade, os lagos tornaram-se centro de diversas atividades: transporte, comércio, pesca, irrigação, abastecimento de água, turismo, esportes e lazer. Tornaram-se também depósitos de águas poluidas e de resíduos agrícolas.
A superexploração e a poluição ameaçam a saúde de 1 bilhão de pessoas, segundo o CMA. “O grau de degradação de muitos lagos não permite mais que a Natureza, sózinha, restaure os danos provocados”, afirma Bill Cosgrove.
Suíça é modelo
Entre os lagos mais ameaçados estão os Grandes Lagos, entre os Estados Unidos e o Canadá, o lago Balaton, na Hungria, o Arre, na Dinamarca, o Biwa, no Japão e o Baïkal, na Rússia. O Mar de Aral (um lago) entre o Uzbequiszão e Kazaquistão passou do 4° para o 8° maior do mundo porque está secando.
Nos países em desenvolvimento, os mais ameaçados são o lago de Bhopal, na India, o Taihu, na China e o Vitória (maior da África) entre Uganda, Kênia e Tanzânia.
“A Suíça e o Japão fazem um excelente trabalho de recuperação dos lagos”, afirma Cosgrove. Ela cita como exemplo o lago Léman e o lago de Constance, onde a qualidade da água vem melhorando desde os anos 80.
“Tem a ver com recursos mas também com a consciência das pessoas e dos políticos”, segundo Cosgrove. Ele reconhece, no entanto, que isso só é possível nos países industrializados.
swissinfo/Marie-Christine Bonzom
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