Salário por mérito pode discriminar a mulher
Num momento em que o salário por mérito se generaliza, na Suíça o Burô Federal da Igualdade (homem-mulher) alerta: a propagação dessa prática não deve implicar nova discriminação feminina. Estudo sobre a questão procura corrigir distorções.
Nas empresas e administrações públicas européias, o sistema de salário por mérito, a avaliação do desempenho e dos potenciais dos trabalhadores assumem cada vez mais importância, lembra a suíça Patricia Schulz, diretora do Burê Federal suíço de Igualdade. E realça que essa prática influencia o salário, a promoção e a formação contínua.
A avaliação de uma pessoa no trabalho é muito subjetiva, adverte o autor do estudo, prof. Christof Baitsch. O sexo desempenha um papel, sendo que as capacidades do homem e da mulher são julgadas de maneira distinta.
E cita exemplos:
– Nota-se quando um homem se mostra solícito. Na mulher é uma qualidade considerada natural.
– Uma crítica formulada por um homem é levada a sério; a mulher é considerada uma chata quando critica.
– O homem sabe se vender melhor que a mulher. Ele em geral atribui seu bom desempenho às próprias capacidades; a mulher aos esforços feitos ou a circunstâncias favoráveis…
Adverte então que os instrumentos de avaliação devam ser neutros, livres de preconceitos ligados ao sexo. (gb)
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