Senado debate alimento genético
A nova lei sobre sobre as plantas modificadas geneticamente (OGM) começa a ser debatida no Senado. Tanto à esquerda como à direita, partidos e ONGS criticam o uso das OGM na agricultura. A questão é saber se haverá moratória ou não.
Para o governo, o cultivo de plantas geneticamente modificadas (OGM) não deve ser totalmente proibido mas submetido à autorização. Na prática, os consumidores já condenaram esses alimentos. Os supermercados já retiraram os produtos das prateleiras e os agricultores também não querem cultivá-las.
A questão, apesar de muito debatida, já é quase consensual. Partidos de direita e de esquerda concordam que o controle sobre o alimentos genéticos precisa ser mantido. Os ecologistas defendem a moratória.
Na opinião pública também a cresce a oposição às OGM desde 1995. Na última pesquisa, 3 entre 5 suíços são hostís aos alimentos genéticos.
“Os exames de laboratório para o controle desses produtos oferecem uma segurança satisfatória”, afirma Philippe Roch, secretário federal do Meio Ambiente, defendendo o sistema de autorizações. Ele já mudou de opinião pois já defendeu a moratória.
O deputado democrata cristão e agrônomo Peter Bieri está convicto que é a moratória é necessária. As organizações ecologistas acham que a moratória poderá passar quando o texto for para a Câmara, depois do Senado.
Em último caso, dependendo do texto aprovado, o WWF, Fundo Mundial pela Natureza, adverte que poderá recorrer ao referendo popular para rejeitá-lo.
Eva Hermann
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