Suíça redefine relações com a Iugoslávia
A suspensão das sanções suíças contra a Iugoslávia deve ocorrer dia 18, mais de uma semana depois de decisão similar adotada pela UE. Uma das consequências da redefinição das relações Berna-Belgrado é liberalização do comércio com a Sérvia.
A Suíça segue o exemplo da União Européia (UE), mas com certo atraso. Deverá suspender, a mais tardar na quarta-feira, 18 de outubro, as sanções contra a Sérvia e Montenegro – ou seja, o que resta da Iugoslavia do tempo de Tito.
As medidas de retorsão da UE consistiam em embargo aéreo e do petróleo, bloqueio dos bens e do Estado e das empresas yugoslavas ligadas ao regime do presidente Slobodan Milosevic, proibição dos investimentos europeus na Sérvia, interdição de vistos para Milosevic, sua família e parentes.
A Suíça já havia restabelecido as ligações aéreas com Belgrado, capital sérvia, no março. Agora deve redefinir em detalhes as relações com o país. Mas já se sabe que não abrirá mão do congelamento dos haveres do clã Milosevic.
O que o Secretariado suíço da Economia avança pelo chefe do setor “Europa” do setor, Jacques Derron, é que uma vez suspenso o embargo pela Suíça « o comércio será mais livre e as empresas suíças terão mais possibilidades de negócios ». Derron adverte porém que no início vai ser preciso paciência.
Resta que cabe ao governo suíço, formado por um colégio dos 7 ministros, tomar a decisão de suspender as sanções.
O volume do comércio com a Iugoslávia vai depender em grande parte da reconstrução de uma Sérvia em ruínas. Atualmente as exportações helvéticas para a Iugoslávia representam faturamento de apenas 100 milhões de francos, cerca de 60 milhões de dólares.
swissinfo com agências.
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