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Terremoto é risco natural n° 1

O tremor pode ser dentro de um milênio ou amanhã, adverte o especialista D. Giardini. Keystone

Os suíços subestimam o risco de tremor de terra, alerta especialista em sismologia. Ele realça que o abalo sísmico constitui no país a maior ameaça natural com riscos superiores a inundações, tempestades ou avalanchas. Basiléia seria uma bomba-relógio.

Os suíços não levam a sério ou pelo menos não tomam consciência do perigo que terremoto representam para o país. É o perigo natural mais sério, adverte professor Hugo Bachmann, do Instituto de Estática e de Construção do Politécnico de Zurique. Uma verdadeira espada de Dâmocles.

Segundo Bachmann, na Suíça 20 por cento das construções não resistiriam a forte abalo. Tanto que um tremor como o que destruiu Basiléia no século 14 (em 1356), com intensidade em torno de 6,5 a 7 na escala de Richter, que tem nove graus, deixaria estragos no valor de 100 bilhões de francos – cerca de 56 bilhões de dólares.

Faz 600 anos que não se registram abalos graves no país, mas isso pode acontecer de um momento para outro, alerta Domenico Giardini (foto), diretor do Serviço Sismológico Suíço. Especialistas admitem também que a indústria química de Basiléia, com fábricas em plena cidade, representam ameaça concreta.

Sem falar de reservas de carburante, de barragens hidrelétricas e ainda das centrais nucleares da Suíça que fornecem 40 por cento da energia nuclear e que seriam (relativamente) seguras.

O que especialistas como Hugo Bachman denunciam em particular é o descuido na construção. Existem normas do governo, mas não foram inscritas na Constituição. Assim se o país gasta 600 milhões de francos em particular na prevenção de avalanches, apenas alguns milhares de francos são destinados a respeito de normas de prevenção.

Indicam por fim que a solução do problema passa por uma conscientização do perigo e uma mobilização crescente, em particular no setor da construção. Mas pode ocorrer que enquanto uma desgraça não acontecer nada se faça.

swissinfo com agências.

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