O Museu de l'Elysée em Lausanne abriga desde 2013 o acervo de René Burri. Agora algumas das 30 mil imagens produzidas ao longo da vida do famoso fotografo suíço, conhecido pelas fotos de Che Guevara, estarão expostas até 3 de maio.
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Como editor de fotos, sou responsável pelo uso editorial da fotografia na SWI swissinfo.ch e por nossas colaborações com fotógrafos. Quando surge a oportunidade, pego uma câmera e acompanho um dos nossos jornalistas.
Me formei como fotógrafo em Zurique e comecei a trabalhar como jornalista em 1989. Fui fundador da agência de fotógrafos suíça Lookat Photos em 1990. Ganhei duas vezes o World Press Award. Também ganhei várias bolsas nacionais. Meu trabalho já foi amplamente exibido e está representado em várias coleções.
Rene Burri/Magnum Photos/Fundação Rene Burri/Museu do Elysée (imagens), Thomas Kern (texto)
René Burri faleceu em 2014 aos 81 anos. Durante sua longa carreira viajou por todas as partes do mundo, apesar de nunca ter esquecido as origens: a Suíça, onde nasceu, e a França, onde se tornou um fotógrafo célebre.
A exposição “Explosão do olharLink externo” sugere algo grande, descontrolado e selvagem. Ela reflete o desejo de Burri de romper as limitações técnicas naturalmente inerentes à fotografia.
O suíço fez o seu aprendizado na Escola Profissional de Zurique sob a batuta do mestre Hans Finsler. Era uma época em que a fotografia começava a se inserir no mundo da arte. As novas possibilidades na fotografia ainda se opunham diretamente às formas tradicionais das artes plásticas. O desenho e o esboço eram ensinados para que o aluno complementasse o seu trabalho fotográfico.
René Burri teve boas inspirações. Outro conhecido repórter fotográfico suíço, Werner Bischof, sempre carregava consigo um bloco de papel e lápis junto com o equipamento. Nele fazia esboços de como queria montar suas imagens.
Em 1993, Burri viajou para Cuba para tirar algumas imagens a serem publicadas na revista DU. O editor Marco Meier conta como foi encontrar o fotógrafo suíço em Havana: “Eu me senti como se estivesse em casa. O Burri já havia preparado tudo. Seu quarto no Hotel Inglaterra estava preparado como se fosse seu lar: livros por todo o lado, fotos da segunda esposa, charutos, cadernos de notas, cadernos de esboços para as suas colagens, aquarelas, pincéis e, como não podia deixar de ser, limão e rum para o primeiro mojito do dia.
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Cultura
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