Passaporte suíço pouco atraente
Dos 7 milhões de habitantes da Suíça, vinte por cento são estrangeiros. Relativamente poucos são os que solicitam naturalização. Os italianos lideram a demanda do passaporte suíço que pouco atrai os portugueses, revela novo estudo.
A Suíça tem um pouco mais de 1 milhão e meio de estrangeiros. Cerca de 600 mil preenchem os requisitos para solicitarem cidadania suíça. Mas anualmente as demandas de naturalização giram em torno de apenas 20 mil, revela estudo realizado para a Divisão Federal suíça de Estatística.
Oitenta por cento dos que solicitam passaporte suíço são europeus, sendo a lista encabeçada pelos italianoss que desde os anos noventa podem ter dupla nacionalidade. Quanto aos cidadãos de países que não permitem dupla nacionalidade como Espanha e Brasil, a demanda é muito restrita.
No que diz respeito aos cidadãos de Portugal residentes na Suíça – Portugal admite a dupla nacionalidade – a demanda do passaporte vermelho com cruz branca (suíço) é feita por no máximo 0,5 por cento. Acontece que a grande maioria dos portugueses vem à Suíça em busca de trabalho, mas com intenção de voltar. E que o passaporte suíço abre menos portas na Europa que o passaporte de Portugal, país que é membro da União Européia.
Em compensação, os estrangeiros originários de países longínqüos, da Ásia, África e mesmo da Europa Central (Bálcãs), são numerosos a solicitarem cidadania suíça. Um exemplo, quase todos os vietnamitas que chegaram à Suíça como refugiados nos anos 80 tornaram-se suíços.
Quanto à naturalização, a Suíça tem uma das legislações mais rigorosas na Europa. Ela favorece a naturalização de cidadãos dos países industrializados e da União Européia. Nos últimos meses em decorrência de manifestações racistas em certas regiões e críticas da direita xenófoba, a naturalização principalmente de iugoslavos, turcos, árabes e africanos tem sido mais severa.
swissinfo com agências.
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