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Aumenta número de trabalhadoras do sexo sem proteção

As trabalhadoras do sexo na Suíça conhecem bem o sexo seguro, mas muitas ignoram os preservativos por causa dos negócios. Isto é o que revela um novo estudo da Universidade de Lausanne que pesquisou cerca de 600 profissionais do sexo sobre a profissão.

Este conteúdo foi publicado em 14. junho 2017 - 14:26
swissinfo.ch/fh
Cerca de um quinto das profissionais do sexo na Suíça disseram que ignorariam o uso do preservativo se elas confiarem em seus clientes Keystone

Nove entre dez entrevistadas - dos quais 92% eram mulheres - disseram que estavam conscientes de que um preservativo poderia minimizar o risco de transmissão do HIV. Oito de cada dez disseram que também estavam cientes de que um cliente fisicamente saudável ainda poderia ser portador da doença. No entanto, por várias razões, elas nem sempre usam proteção.

Por exemplo, 34% das 579 entrevistadas disseram ter tido relações sexuais desprotegidas porque o cliente pagou mais por esse serviço. Quase 23% das entrevistadas disseram que o fizeram porque o cliente simplesmente não queria usar um preservativo. Outras 21,5% disseram que ignorariam o preservativo se confiassem no cliente.

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Os autores do estudo especularam que a concorrência por clientes, juntamente com as precárias condições econômicas e sociais de muitas trabalhadoras do sexo, apesar da legalidade da prostituição na Suíça, poderia explicar a decisão de assumir riscos extras, independentemente da motivação.

No entanto, mais de 30% disseram que, durante o ano passado, um cliente havia removido deliberadamente o preservativo durante o sexo - sem solicitar o consentimento. Elas disseram que também é comum que um preservativo deslize ou fure.

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A Secretaria Federal de Saúde Pública encomendou o estudo do Instituto de Medicina Social e Preventiva em Lausanne para ajudar a monitorar o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, conhecidas como DST, na Suíça.

A pesquisa também examinou os antecedentes das profissionais do sexo na Suíça e por que elas entraram na profissão. Mais de metade disseram que o fizeram para ajudar a família; um quarto disse que pagava dívidas.

Apenas 8% das entrevistadas possuíam um passaporte suíço, com a maior proporção proveniente do leste europeu. Elas relataram ter até dois clientes por dia, em média.


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