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Paraísos fiscais Dados do Panama confirmam ligações com a Suíça

Um enorme tesouro de dados revela as ligações entre as empresas de fachada dos paraísos fiscais e o papel desempenhado pelos bancos suíços, e outros intermediários financeiros do país, para esconder fortunas dos olhares curiosos.

O escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca mantem ligações com vários países e especialistas financeiros

O escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca mantem ligações com vários países e especialistas financeiros

(Keystone)

Mais detalhes dos chamados Panama Papers foram divulgados na segunda-feira (9) pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Os documentos vazaram do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca.

Os documentos mostram que 1339 advogados suíços, assessores financeiros e outros intermediários haviam criado mais de 38 mil entidades offshore nos últimos 40 anos. Essas entidades listavam 4595 funcionários - ou administradores - que também estão conectados à Suíça.

Embora o uso de entidades offshore não seja em si ilegal, as revelações dos documentos do Panamá já resultaram em uma incursão do Ministério Público suíço ao organismo que tutela o futebol europeu, a UEFA, e uma investigação oficial por parte das autoridades de Genebra.

Mas alguns advogados suíços rebatem, dizendo que os documentos não fornecem nenhuma prova de irregularidade. O ministro das Finanças suíço, Ueli Maurer, também fez uma declaração, dizendo que a lei suíça não precisa ser mudada no que diz respeito à regulamentação das entidades offshore.

Mais cedo na segunda-feira, 300 economistas assinaram uma carta aberta denunciando os fundos offshore e as empresas de fachada como "sem objetivo econômico", além de proporcionar um véu de sigilo para os ricos. A carta pediu aos líderes mundiais que acabassem com o sigilo financeiro que permeia o mundo offshore.

swissinfo.ch

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