Língua estrangeira é cada um por si
Os diretores estaduais de ensino não chegaram a um acordo sobre a primeira língua estrangeira que os alunos devem aprender. Uma parte é favorável ao inglês, outra a uma segunda língua nacional. Cada região vai decidir por si própria.
País de 4 línguas oficiais e 4 culturas, a estrutura do ensino público é bastante descentralizada na Suíça. Apesar disso, existia até pouco tempo atrás uma espécie de regra não escrita em que a segunda língua ensinada nas escolas era também uma língua nacional.
Nas escolas públicas da Suíça alemã, por exemplo, a segunda língua era freqüentemente o francês e, às vezes, o italiano. Na Suíça de língua francesa, a segunda língua era, e ainda é, o alemão. A questão é tida por muitos como de coesão nacional, facilitando a comunicação num país pluricultural.
Essa regra não escrita mas praticada foi colocada em questão ultimamente na Suíça alemã, principalmente no estado de Zurique, que decidiu passar a ensinar o inglês como segunda língua, já na escola primária. As escolas públicas tiveram de mudar de posição, pressionadas pelo crescimento das escolas particulares, que adotam o inglês.
Com o debate nacional, os secretários estaduais de ensino tiveram de tomar posição. A decisão que tomassem serviria de recomendação mas não houve consenso.
Os estados bilingües (Berna, Fribourg, Valais e Jura) e os estados latinos (Ticino, Vaud, Genebra, Neuchâtel, Jura, Valais e Grisões) continuam favoráveis ao ensino da segunda língua nacional. A Suíça alemã é mais favorável ao ensino do inglês.
Os secretários de educação não adotaram, portanto, um texto de recomendação e cada região vai continuar planejando seu próprio ensino de línguas. A questão também será debatida no Congresso porque está na pauta um projeto de lei para inscrever na Constituição a obrigatoriedade do ensino de uma segunda língua nacional.
swissinfo com agências
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