Erupção de vulcão na Indonésia provoca três mortes
Três montanhistas morreram após a erupção de um vulcão nesta sexta-feira (8) na ilha indonésia de Halmahera, informaram as autoridades.
Os mortos são dois cidadãos de Singapura e um morador da ilha de Ternate, na região leste da Indonésia, afirmou Erlichson Pasaribu, chefe de polícia da província de Halmahera do Norte, ao canal Kompas TV.
Vinte montanhistas estavam nas encostas no momento da erupção, segundo Erlichson. Nove eram de Singapura e os demais da Indonésia.
“Os corpos dos falecidos continuam na montanha”, disse.
Os outros 17 montanhistas foram encontrados vivos, segundo o diretor da agência local de emergências, Iwan Ramdani.
Algumas pessoas sofreram ferimentos leves e foram hospitalizadas.
O guia do grupo e um assistente foram levados à delegacia e podem enfrentar acusações criminais porque seguiram com os montanhistas para uma área proibida, acrescentou o chefe de polícia.
O acesso à região foi proibido no mês passado, depois que cientistas observaram um aumento da atividade vulcânica.
Erlichson explicou que a operação de resgate acontece em um terreno acidentado, que só permite o acesso de veículo até certo ponto.
“No restante do trajeto, as vítimas precisam ser transportadas em macas. E ainda ouvimos estrondos da erupção. Isso atrasa nossa operação”, disse.
Lana Saria, diretora da agência geológica do governo, disse que a erupção na madrugada foi acompanhada de um “ruído ensurdecedor” e uma coluna de fumaça que atingiu 10 quilômetros de altura a partir do topo do monte Dukono.
A Indonésia, um vasto arquipélago no sudeste asiático, registra atividade sísmica e vulcânica com frequência por sua localização no “Círculo de Fogo” do Pacífico, onde as placas tectônicas colidem. O país tem quase 130 vulcões ativos.
O Dukono está no terceiro nível de alerta do sistema de quatro níveis de advertência da Indonésia.
Desde dezembro, o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos (PVMBG) recomenda que turistas e montanhistas não se aproximem a menos de quatro quilômetros da cratera Malupang Warirang.
Erlichson disse que os montanhistas ignoraram as placas de advertência.
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