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EUA expressa confiança em alcançar acordo com o Irã em novas negociações

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O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (15) que está discutindo a organização de um segundo ciclo de negociações com o Irã no Paquistão e expressou “otimismo” sobre as possibilidades de alcançar um acordo. 

O anúncio aconteceu após a ameaça do Irã de bloquear o tráfego no Mar Vermelho em resposta ao bloqueio americano de seus portos. 

O Irã reafirmou sua disposição de prosseguir com as conversações em um contexto de expectativa global sobre a continuidade do cessar-fogo que está em vigor desde 8 de abril e sobre uma solução para uma guerra que provocou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, e abalou a economia mundial.

“Estas conversas estão sendo realizadas”, mas não há nada oficial ainda, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, segundo quem o governo americano é “otimista em relação às perspectivas de um acordo”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, recebeu nesta quarta-feira uma delegação paquistanesa chefiada pelo comandante do Exército, Asim Munir.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, recebeu na quarta-feira uma delegação paquistanesa liderada pelo chefe do Exército, Asim Munir.

O primeiro-ministro paquistanês, Muhammad Shehbaz Sharif, relatou os esforços de seu país durante uma reunião com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, no âmbito de uma viagem que também o levará ao Catar e à Turquia, anunciou seu gabinete nesta quinta-feira (16). 

O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, confirmou que “várias mensagens foram trocadas com a mediação do Paquistão” nos últimos três dias. 

Contudo, ele insistiu em uma exigência crucial do Irã: o direito do país a um programa nuclear civil, abrindo apenas a porta para debates sobre “o nível e o tipo de enriquecimento” de urânio. 

Mas, quase sete semanas após o início da guerra, os objetivos de Israel e dos Estados Unidos continuam sendo “idênticos”, garantiu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que citou o “abandono da capacidade de enriquecimento de urânio dentro do Irã”.

– Negociações Líbano-Israel –

No Líbano, que Israel considera não estar incluído na trégua, o conflito com o Hezbollah prossegue, apesar das negociações de terça-feira entre os embaixadores dos dois países nos Estados Unidos, as primeiras diretas entre funcionários de alto escalão desde 1993. 

O Hezbollah reivindicou nesta quinta-feira vários ataques contra posições militares no norte de Israel e afirmou que lançou drones contra Hanita e os quartéis de Liman. 

“O desmantelamento” do Hezbollah é o primeiro objetivo das negociações entre Israel e Líbano, repetiu Netanyahu na quarta-feira.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou no fim da noite de quarta-feira que autoridades de Israel e do Líbano se reuniriam nesta quinta-feira, pela primeira vez em “quase 34 anos”.

“Tentando criar um pouco de espaço para respirar entre Israel e Líbano”, escreveu Trump na sua rede Truth Social, sem explicar, no entanto, quais autoridades participariam do encontro.

Uma fonte libanesa, no entanto, afirmou à AFP que o país “não está a par” de uma reunião com Israel.

– Bloqueio duplo –

Teerã mantém o bloqueio ao Estreito de Ormuz e Washington impõe, desde segunda-feira, um bloqueio aos navios que zarpam de ou se dirigem aos portos iranianos.

O Exército americano anunciou na quarta-feira que impediu a saída de 10 navios dos portos iranianos.

Segundo Washington, “90% da economia iraniana” depende do comércio marítimo.

O governo americano também anunciou um reforço das sanções contra o setor petrolífero iraniano. 

Em resposta, o Exército iraniano ventilou a ameaça de um bloqueio do Mar Vermelho, além do Estreito de Ormuz.

Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo iraniano, também ameaçou afundar os navios americanos caso tentem agir como a “polícia” do estreito. 

Na quarta-feira, os ministros das Finanças de 11 países, incluindo Reino Unido, Japão e Austrália, fizeram um apelo por uma “solução negociada” para o conflito, mencionando as ameaças “à segurança energética mundial, às cadeias de abastecimento e à estabilidade econômica e financeira”.

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