Evacuados 3 mil turistas devido a incêndios florestais na Patagônia argentina
Pelo menos 3 mil turistas foram evacuados devido aos incêndios que devoram milhares de hectares de floresta em diferentes pontos da Patagônia argentina, informaram autoridades nesta quarta-feira (7), um ano após os piores incêndios florestais da região em três décadas.
O governador de Chubut, uma das províncias mais afetadas, assegurou que um dos incêndios mais importantes foi provocado intencionalmente.
“Evacuamos mais de 3 mil turistas que se encontravam no local (…) Os miseráveis que atearam fogo vão acabar presos”, disse o governador Ignacio Torres a jornalistas, em referência ao balneário de Puerto Patriada, ao norte do lago Epuyén, cerca de 1.700 quilômetros a sudoeste de Buenos Aires.
O fogo começou na segunda-feira nas proximidades desse povoado andino de cerca de 50 habitantes permanentes e, em poucas horas, avançou com voracidade devido às condições climáticas de seca e ventos fortes.
Até quarta-feira, atingia ao menos 2 mil hectares, informou o governo provincial em comunicado.
O incêndio “teve início com um acelerante ou gasolina, o que determina que efetivamente alguém quis provocar esse fogo”, disse o promotor Carlos Díaz Mayer.
Torres anunciou uma recompensa de 50 milhões de pesos (cerca de R$ 178 mil) para quem fornecer informações sobre o ocorrido.
Além de Chubut, há incêndios florestais nas províncias patagônicas de Neuquén, Santa Cruz e Río Negro, e ao sul de Buenos Aires, segundo a Agência Federal de Emergências.
Centenas de brigadistas combatem o fogo com o apoio de helicópteros e seis aviões-tanque.
As altas temperaturas, os ventos fortes e a seca apresentam um cenário de risco no início de 2026, o verão austral, razão pela qual o Serviço Nacional de Manejo do Fogo decretou até sexta-feira o alerta vermelho de perigo de incêndios em oito províncias do centro e sul do país.
Os habitantes da Patagônia andina têm péssimas lembranças de janeiro e fevereiro de 2025, quando cerca de 32 mil hectares foram queimados.
Naquele ano, “a área queimada quadruplicou em comparação com a temporada anterior e, por sua enorme magnitude e impacto, tratou-se dos piores incêndios florestais das últimas três décadas na região”, disse à AFP Hernán Giardini, coordenador do Programa de Florestas do Greenpeace Argentina.
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