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Trabalhar de casa? A Suíça está entre os países que mais adotaram o modelo

Te amo.
Te amo. Keystone-SDA

Empresas suíças estão cada vez mais ofertando vagas de trabalho remoto para atrair jovens, que valorizam o modelo ao tomar decisões profissionais.

“É essencial poder oferecer trabalho remoto. Não é mais opcional. Faz parte dos nossos valores”, disse Matthieu Chamorel, sócio-fundador da empresa fiduciária DYN Group, à emissora pública suíça RTS.

Os empregadores precisam se adaptar às novas realidades do mercado de recrutamento. A Suíça tem uma das maiores proporções de vagas de emprego com a opção de trabalho remoto na Europa.

De acordo com uma análise feita por um portal internacional de empregos, quase uma em cada sete vagas de emprego ofertadas atualmente na Suíça inclui a opção de home office. O nível é ainda mais alto do que durante a pandemia de Covid-19.

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Para muitos candidatos, o trabalho remoto se tornou uma exigência. Mathias Rebetez, fundador da consultoria de recrutamento Licorn, fala de uma barreira geracional.  “Aqueles acima dos 35 geralmente estão abertos a qualquer um dos modelos, enquanto aqueles abaixo de 35 exigem pelo menos um ou dois dias de trabalho em casa”, disse ele.

O trabalho remoto é bastante comum no setor digital, em escritórios e em organizações do setor público.

A evolução desse modelo na Suíça ao longo dos últimos dez anos revela um salto durante a pandemia, quando trabalhar em casa era uma necessidade. Mas o fim da pandemia não levou a uma queda no modelo home office.

Pelo contrário, a taxa de trabalho remoto permanece alta, em cerca de 37%. Essa é uma das maiores taxas de trabalho remoto do mundo, segundo outros estudos (veja o quadro abaixo).

Contato humano

Em muitas empresas, as videoconferências substituíram as reuniões tradicionais, mas “a comunicação não é a mesma; você não tem o contato humano. Às vezes sentimos que surgem desentendimentos que não ocorreriam se estivéssemos conversando pessoalmente”, disse Dino Busulini, fundador e diretor-executivo da empresa Energa.

O contato humano é algo que muitas empresas estão tentando priorizar ao estabelecer limites para o trabalho remoto.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford em 2025, o Canadá lidera a lista, com 38% dos dias de trabalho sendo realizados remotamente, seguido pela Grã-Bretanha (36%) e pela Finlândia (34%).

A pesquisa foi feita com recém-graduados do ensino superior e abrangeu 40 países.

Os trabalhadores remotos na Suíça se dividem igualmente entre homens e mulheres.

Essas pessoas geralmente trabalham em empresas de médio e grande porte, têm graduação e atuam em áreas administrativas, de seguros ou finanças, tecnologia digital e comunicação.

Trabalhadores com menos de 45 anos têm maior probabilidade de trabalhar de casa.

Em algumas empresas, os funcionários podem trabalhar de casa até três dias por semana, dependendo do seu cargo.

No setor público, até 50% da jornada de trabalho pode ser cumprida em casa.

Adaptação: Clarice Dominguez

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